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Protestos geram prejuízo de R$700 mi para indústrias de aves e suínos

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), manifestações de caminhoneiros provocaram paralisação de abates e problemas no transporte de insumos e produtos; 'Estamos em em estado de alerta', informou a entidade em nota

Gustavo Bonato, REUTERS

03 de março de 2015 | 12h58

As indústrias de aves e suínos tiveram prejuízo de cerca de R$ 700 milhões com os bloqueios de rodovias realizados em diversos pontos do país nos últimos dias, que provocaram paralisação de abates e problemas no transporte de insumos e produtos, informou nesta terça-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A entidade disse que ainda há unidades paradas nesta terça-feira, sem dar mais detalhes. Afirmou também que várias plantas conseguiram retomar os abates após o cumprimento de liminares judiciais que liberaram o tráfego de cargas.

"Tivemos conhecimento de planta que suspendeu abate nesta segunda-feira. Outras, estão receosas em retomar as atividades e enfrentar nova paralisação, que é mais oneroso que manter a planta suspensa. Há pouco também soubemos de problemas que exportadores estão enfrentando em portos", disse o presidente-executivo da ABPA, Francisco Turra, em nota.

"Estamos em estado de alerta, mesmo com a redução do número de bloqueios pelo país", disse.

Conforme cálculos da entidade, em torno de 70% da capacidade de abate do Sul do Brasil, principal região produtora de aves e suínos, foi afetada nos dias mais graves de bloqueios realizados por caminhoneiros, entre a segunda e a sexta-feira da última semana. 

Desde 21 de fevereiro, quando os bloqueios começaram a ser sentidos pelas indústrias, cerca de 60 unidades frigoríficas apresentaram desaceleração ou suspensão total da produção, disse a ABPA, incluindo unidades da JBS e da BRF. 

A BRF informou na segunda-feira ter retomado as operações das unidades paradas. Procurada, a JBS afirmou não ter informações sobre o assunto imediatamente. 

A distribuição da ração para as granjas, a chegada de aves e suínos para o abate e a liberação das cargas prontas para exportação e para o abastecimento dos supermercados foram afetados. 

Segundo relatório da Polícia Rodoviária Federal, ainda havia nesta manhã sete interdições em rodovias federais do Rio Grande do Sul. Outros 15 pontos, no Paraná e no Rio Grande do Sul, tinham manifestações às margens das rodovias. 

Em alguns momentos na semana passada, houve cerca de 100 pontos de bloqueio em estradas federais em pelo menos 10 Estados. 

A Secretaria-geral da Presidência da República destacou, em nota, que onde ainda há protestos o trânsito está livre para ônibus, caminhões com alimentos perecíveis e alimentação animal, sem nenhuma interdição total. 

"Equipes da Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional de Segurança Pública e polícias estaduais continuam de prontidão e trabalham para retomar a normalidade no transporte nas rodovias federais e abastecimento à população", disse a secretaria. 

Os protestos diminuíram esta semana após o governo anunciar uma série de medidas, que incluíram multas de até R$ 10 mil por hora. A presidente Dilma Rousseff sancionou sem vetos na segunda-feira a Lei dos Caminhoneiros, que alivia pagamento de pedágio, perdoa multas e promete ampliar pontos de paradas para descanso, numa tentativa de encerrar a greve da categoria.

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