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'Próxima janela de oferta de ações na Bolsa deve somar R$ 50 bilhões'

Para diretor do Citi no Brasil, empresas mantêm planos de captar recursos no mercado, apesar da volatilidade

Entrevista com

Eduardo Miras

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2021 | 05h00

A próxima janela para ofertas de ações, que se inicia em abril, deverá somar R$ 50 bilhões, um novo recorde para um único período de emissões, segundo o responsável pelo banco de investimento do Citi no Brasil, Eduardo Miras. Até aqui, mesmo diante da maior volatilidade do mercado, as empresas seguem com seus planos de buscarem recursos via ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês).

Quais suas estimativas para a próxima janela de ofertas de ações?

Por enquanto, a expectativa é de muitas transações – há 44 potenciais IPOs a virem a mercado (considerando as empresas que estão com pedido de registro junto à Comissão de Valores Mobiliários) e há, ainda, as ofertas subsequentes (ofertas de ações de empresas que já são listadas). Seria surpreendente se todas vierem agora. Logo, é normal que algumas delas esperem próximas janelas para lançarem a oferta.

O aumento da volatilidade do mercado mudou alguma da expectativa até aqui?

Com o aumento da volatilidade, o processo fica mais complexo e é um fator de atenção. No entanto, até aqui continuamos trabalhando normalmente para lançar essas ofertas. Por enquanto, a volatilidade não impactou esse processo. Pode ser ainda mais positiva. Essa janela é mais longa e por isso há mais tempo para se analisar as ofertas e para a absorção das transações pelo mercado. Para a próxima janela, que é aquela em que as empresas que irão a mercado utilizarão os seus dados financeiros de 2020, a estimativa é que o volume das emissões alcance R$ 50 bilhões.

E a diversificação das empresas que estão abrindo capital? 

O mercado está ávido para ter exposição no setor de saúde. Na próxima janela também veremos um bom volume vindo de consumo e varejo e ainda as de tecnologia. Mas há outros setores que terão bom movimento, como farmacêuticas e o agronegócio. Há uma diversificação de setores, mas também uma interiorização do mercado de capitais para outras regiões do Brasil.

Poderemos observar também ofertas de fintechs, que estão crescendo no Brasil?

Teremos uma mudança de empresas de setor financeiro na Bolsa, com empresas novas, as fintechs, indo a mercado. Durante o ano haverá mais delas indo à Bolsa e mudando um pouco essa participação do setor financeiro.

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