Próxima 'onda' do agronegócio serão programas de aceleração

Próxima 'onda' do agronegócio serão programas de aceleração

Gerenteda Basf disse que as chamadas agTechs 'elevam a produtividade e a qualidade de vida no campo'

Camila Turtelli e José Roberto Gomes, O Estado de S.Paulo

21 Novembro 2016 | 13h10

SÃO PAULO - O gerente de Marketing Digital da América Latina da Basf, Almir Araújo Silva, disse que a próxima onda no agronegócio são os programas para acelerar o desenvolvimento para soluções tecnológicas do setor, chamadas agTechs. "É necessário ter investimentos voltados especificamente para o agronegócio, porque a tecnologia tem ajudado a elevar a produtividade e a qualidade de vida no campo", disse ele durante o painel "O Brasil Exportador de Startups", em evento que é realizado nesta segunda-feira, 21, em São Paulo. 

Silva apresentou o programa da Basf para desenvolver e promover startups focadas em soluções para o agronegócio, o AgroStart. Segundo ele, a empresa está interessada em fomentar soluções para agricultura de precisão, gestão de estoques, automação e rastreabilidade.

O presidente da Agência de Desenvolvimento Paulista, a Desenvolve SP, Milton Luiz de Melo Santos, disse que nos últimos 10 anos a gestão do agronegócio se desenvolveu significativamente com a chegada das startups e das novas tecnologias, com a internet. "As inovações ajudaram o homem do campo a ganhar competitividade na atividade", disse ele durante sua apresentação no Summit Agronegócio Brasil 2016, realizado pelo Estadão em parceria com a Faesp. 

Segundo ele, no fim dos anos 1970, o agronegócio brasileiro já havia dado um salto em desenvolvimento, em questões de sementes e outras ciências do campo, com a criação da Embrapa. "Com estas tecnologias criadas lá trás pela Embrapa e agora com estas novas ferramentas vamos chegar a uma economia com alto valor agregado, tornando nossas empresas com um grande potencial competitivo", disse.

Melo Santos diz que a expansão de startups e de outros projetos empreendedores no País dependerá de uma taxa de juros mais baixa e de incentivos fiscais. "A tendência é de que os investidores procurem aquilo que é mais seguro, como títulos federais", afirmou."Enquanto tivermos um País com uma das taxas de juros mais altas do mundo, teremos grandes dificuldades em atrair investimentos para empresas inovadoras", afirmou. 

Sobre os incentivos fiscais, Melo Santos disse que isso passa por um alinhamento entre os governos federal, estaduais e municipais, que possibilitam a expansão desses projetos empreendedores.

O presidente da Fundação Parque Tecnológico de São Carlos (ParqTec), Sylvio Rosa, comentou que a economia brasileira deveria seguir o exemplo do agronegócio nacional e se posicionar de "maneira grandiosa, olhando para o exterior". "O agronegócio mostrou que dá para fazer isso", disse durante o Summit Agronegócio Brasil 2016, promovido pelo Estadão em parceria com a Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), na capital paulista.

Para ele, a tecnologia pode impulsionar a gestão do agronegócio no País. Por isso, é importante o apoio às iniciativas do setor, como startups, ressaltou. "Devemos olhar a fazenda não como fazenda, mas como uma indústria de produção de carne vermelha, trazer o engenheiro para a propriedade", afirmou. "Devemos defender o empreendedorismo." 

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