'Próximas 24 horas são cruciais', diz diretor-geral da OMC

Para Lamy, Rodada Doha passa por momento decisivo e há tanto a possibilidade de êxito como de fracasso

Deise Vieira, da Agência Estado,

25 de julho de 2008 | 08h38

O diretor-geral da Organização Mundial de Comércio (OMC), Pascal Lamy, levantou a possibilidade de um colapso nas discussões para tentar salvar a Rodada Doha de comércio multilateral, afirmando que as negociações estão "à beira do sucesso e do fracasso", segundo seu porta-voz. "Considero a situação crítica, a beira do sucesso e do fracasso", disse Lamy durante um encontro de delegações da OMC. Esta sexta-feira é vista como um tudo ou nada para as negociações. "O tempo está acabando", disse o diretor da OMC. "As próximas 24 horas são cruciais."   Veja também: Rodada Doha: entenda o que está em jogo em Genebra Brasil terá que convencer Índia e Argentina por acordo na OMC Stephanes 'deve achar que estou me divertindo', diz Amorim 'Não acredito em Doha', diz Stephanes Brasil quer benefícios para etanol na Rodada Doha Diretor da OMC reduz grupo de negociação de Doha a 7 países   Segundo ele, o progresso tem sido "dolorosamente lento" desde que ministros de cerca de 35 países iniciaram as discussões na segunda-feira, 21, em Genebra, com o objetivo de mapear um acordo sobre um novo pacto global de liberalização comercial. "Houve algumas convergências, mas o progresso continua dolorosamente lento após quatro dias de negociação ministerial", disse Lamy. "Precisamos mudar de marcha rapidamente para que haja um resultado."   Nesta sexta, o grupo-chave da OMC (Brasil, Austrália, China, EUA, Índia, Japão e a União Européia) voltará a se reunir, e do resultado dessas "consultas" depende a continuidade e o êxito da reunião. Lamy pediu que os países mudem "radicalmente" sua postura ou a reunião fracassará e, em conseqüência, ficará estagnada a Rodada de Doha. Nesta sexta, todos os países que participam da reunião expressaram sua "preocupação" com a repercussão do que ocorrer nas próximas horas. A Rodada Doha teve início há sete anos com o objetivo de ajudar os países a desfrutarem de um acordo global de liberalização comercial, mas o processo está atrasado devido a disputas entre países ricos e países em desenvolvimento, que estão em um impasse quanto a questões como redução de subsídios e tarifas agrícolas e abertura nos setores industrial e serviços. Qualquer negociação final, se aprovada pelos negociadores reunidos em Genebra, ainda precisa ter o aval de pelos 153 países membros da OMC. As informações são da Dow Jones.   (com Efe)

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