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Próximo ciclo da agricultura demandará ainda mais tecnologia

Aumento da produção e da produtividade deve se aliar a conhecimento quegaranta uso criterioso derecursos naturais

O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2015 | 16h08

O uso de tecnologia aplicada ao campo será cada vez mais essencial não só para aumentar a produtividade mas também para usar de maneira mais racional recursos naturais, como fertilizantes e água, que são finitos. No painel “Tecnologia no Campo”, no Summit Agronegócio 2015, o pesquisador da Embrapa Silvio Crestana disse que a inovação efetivamente revolucionou a agricultura brasileira, elevando de maneira surpreendente a produtividade nas últimas décadas. “O desafio agora é saber se vamos continuar com esse crescimento ou ele se estabilizará”, disse ele, ressaltando que agora a tecnologia precisa se voltar a melhorar o uso dos recursos naturais, pois o Planeta tem limites. “Precisamos pensar no segundo ciclo da revolução agrícola tropical”, afirmou, ressaltando a necessidade, por exemplo, de recuperação de áreas degradadas.

Máquinas. O presidente no Brasil de uma das maiores fabricantes de máquinas agrícolas do mundo, a John Deere, Paulo Herrmann, disse que a empresa investiu US$ 2 bilhões nos últimos anos para adequar sua tecnologia aos trópicos. Segundo ele, especificações geográficas e climáticas de cada local foram consideradas. O executivo destacou o potencial produtivo no Brasil. “No País há produtor capaz de plantar 25 mil hectares por dia e precisamos desenvolver máquinas para atender isso.” Em sua palestra no evento, Herrmann citou dificuldades com mão de obra para atender o segmento. “Ainda não estamos formando engenheiros agrônomos com capacidade de gerir sistemas”, disse. O presidente da empresa de tecnologia Sensilize Israel, Robi Stark, confirmou que as tecnologias estão cada vez mais presentes no campo, mas ainda falta formação para o uso dessas ferramentas. Para o executivo é preciso treinar os novos agrônomos sobre a aplicação dessas tecnologias. “É preciso trabalhar melhor a coleta de dados, saber quando e como coletar para ser proativo e estar à frente, com projeções para isso”, afirmou Stark.

O diretor de Operações de Negócios Brasil da Bayer CropScience, Rafael Vaillarroel, concorda com Crestana, ao dizer que o agronegócio tem avançado em produtividade, mas que hoje se faz necessário combinar tecnologias para extrair ganhos ainda maiores. “Individualmente, as tecnologias já não são mais o que nos permite tirar o máximo potencial da agricultura”, defendeu. “É preciso combiná-las para que elas mostrem todo o seu valor.” Villarroel destaca que um dos desafios do setor hoje é atender às necessidades de produtores que trabalham com múltiplos sistemas de produção e culturas. “Temos que desenhar situações que são customizadas para cada momento”, disse. / C.T. e R.O.

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