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E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Próximos cinco meses podem ser muito ruins, afirma Buffet

Bem pessimista, megainvestidor nega ter recebido convite para assumir Departamento do Tesouro

Gustavo Nicoletta,

21 de novembro de 2008 | 18h15

O megainvestidor Warren Buffett afirmou nesta sexta-feira, 21, que a economia dos Estados Unidos não vai se recuperar em meados de 2009 e que o desemprego continuará subindo por algum tempo, contrariando as previsões do Federal Reserve e de alguns analistas do mercado. Ele também disse que não foi procurado pelo presidente eleito, Barack Obama, para assumir o Departamento do Tesouro norte-americano, e que não está interessado no cargo. "Haverá mais pessoas desempregadas", disse Buffett durante uma entrevista à rede de notícias Fox Business Network. "Não estou preocupado com os próximos cinco anos. Os próximos cinco meses podem ser muito ruins" e a situação "não se inverterá na metade do ano que vem".  Buffett, que atualmente preside o conglomerado de seguros e investimentos Berkshire Hathaway, previu que o nível de desemprego até a metade de 2009 será "consideravelmente mais alto" do que a faixa de 5,9% a 6,5% projetada pelo Federal Reserve. A taxa de desemprego em outubro foi de 6,5%, de acordo com o Departamento de Trabalho dos EUA.  A previsão de Buffett contrasta com comentários mais otimistas feitos mais cedo pelo presidente do Federal Reserve de Richmond, Jeffrey Lacker, que classificou como razoável a expectativa de uma recuperação na economia a partir da metade do ano que vem devido à política monetária "estimulante" e à queda nos preços da energia.  Buffett afirmou que já acompanhou declínios anteriormente, inclusive nas ações de sua empresa, e que não se preocupa com o horizonte de longo prazo da economia. Nos últimos meses, ele incentivou os investidores a comprarem ações no mercado dos EUA e realizou investimentos no Goldman Sachs e na General Electric.  O megainvestidor comentou sobre a recente negociação frustrada das montadoras General Motors, Chrysler e Ford com o Congresso norte-americano para obter um pacote de auxílio financeiro. Segundo Buffett, as fabricantes de veículos estão "bastante próximas do fim da linha". Ele prefere um plano de resgate em detrimento de três pedidos individuais de concordata no caso de as empresas conseguirem traçar um plano de negócios e acrescentou que um eventual pacote deveria exigir que os executivos comprassem ações da própria companhia.  Comentando sobre as eleições nos EUA, Buffett disse que o presidente eleito, Barack Obama, "será um ótimo presidente". "Você precisa de um líder forte, decisivo e esperto, que possa se comunicar muito bem com o povo americano em um momento como esse", disse Buffett. "Eles precisam de alguém em quem podem acreditar e acredito que ele possui essas qualidades, que são adequadas para este momento." As informações são da Dow Jones.

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