Marcos Corrêa/PR
Marcos Corrêa/PR

PSDB não vai fechar questão sobre votação da reforma da Previdência

Em reunião em Brasília nesta quarta-feira, parlamentares tucanos manifestaram receio de ter prejuízos eleitorais com a apoio a principal bandeira de Temer

Felipe Frazão, O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2017 | 13h41

BRASÍLIA - Deputados que deixaram nesta quarta-feira, 22, a reunião da Executiva Nacional do PSDB em Brasília afirmaram que o partido não vai fechar questão para votar a favor da reforma da Previdência.

Os parlamentares tucanos estão divididos e parte deles receia ter prejuízos eleitorais no ano que vem se votar com a reforma patrocinada pelo governo Michel Temer.

"O partido não vai fechar questão, mas vai fazer uma recomendação forte em apoio", disse o ex-ministro das Cidades Bruno Araújo. "Foi uma posição consensual."

Quando um partido fecha questão, o líder da bancada orienta o voto contra ou a favor uma matéria e os deputados devem seguir a determinação, podendo ser punidos em caso de descumprimento.

O PSDB aderiu ao governo Temer defendendo a agenda de reformas econômicas para o País e depois condicionou a manutenção de seus ministros no governo ao avanço da pauta reformista.

O ministro Antônio Imbassahy, da Secretaria de Governo, disse que o fechamento de questão não estava na pauta da reunião. Ele se recusou a comentar se deixará o cargo na reforma ministerial, apesar de sofrer pressão da base governista para deixar o cargo.

Segundo o deputado Daniel Coelho (PE), para fechar questão a favor da reforma, seria necessária a presença da maioria da bancada na Câmara durante a reunião da Executiva Nacional. Mas nem o líder Ricardo Tripoli (SP), que pertence à ala favorável ao desembarque do governo Temer, participou do encontro. Ele está retornando de missão oficial na Alemanha, onde compareceu à Conferência Mundial do Clima - COP 23.

 

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