PSDB quer saber impacto da MP sobre Cofins nos impostos

O PSDB está pedindo que a reunião da Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) seja suspensa para que o líder do governo, Aloizio Mercadante (PT-SP), informe sobre o impacto da medida provisória, que acaba com a cumulatividade da Cofins, no aumento da carga tributária. A MP do governo, que estabeleceu o fim da cobrança cumulativa da Cofins está monopolizando as atenções da CCJ, que está reunida para votar os destaques à proposta de reforma tributária. O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), disse que a edição da MP foi uma descortesia do governo com seus prórios líderes e esses, por sua vez, com os líderes da oposição, durante as conversas sobre reforma tributária. Virgílio pediu a Mercadante que apresente dados sobre a arrecadação mensal por setores da Cofins e do PIS. "Em dez minutos os computadores do governo podem derramar essas informações. A partir daí haverá uma idéia se (a MP) aumenta ou não a carga tributária", disse. Na avaliação de Virgílio se o governo quisesse apenas acabar com a cumulatividade da Cofins editaria uma MP simples. "Mas não. É uma medida provisória de 69 artigos", ressaltou. "O governo fez uma estrada de Santos", comparou Virgílio, em referência ao aspecto "sinuoso" da MP. Ele levantou, por exemplo, a suspeita de que o parque industrial perderá "direitos e regalias" com a medida provisória. "Em mim essa MP desperta desconfiança. A Casa (Senado) está perplexa", disse. O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) também manifestou a necessidade de os senadores que vão votar a reforma tributária, analisarem com detalhes a MP da Cofins para verificar a sua dimensão.

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