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PSDB reforça discurso de rejeitar CPMF e já preocupa governo

Senadores do PSDB decidiram nestaquarta-feira votar contra a renovação da CPMF, engrossando odiscurso dos deputados tucanos que já tinha despertadopreocupação no governo. A Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira(CPMF) expira no final do ano e uma Proposta de EmendaConstitucional (PEC) propõe sua renovação até 2011. Com aalíquota atual de 0,38 por cento, a arrecadação estimada paraeste ano é de 36 bilhões de dólares. "Acho que é preocupante (a posição do PSDB), até porque éum debate que nós estamos iniciando, e (é preciso) lembrar quea CPMF foi inventada pelo PSDB", afirmou o ministro doPlanejamento, Paulo Bernardo, a jornalistas após audiência nacomissão especial que avalia a PEC. "Nós precisamos discutircom eles, sentar com eles e conversar e ver como nós podemostratar a questão." Onde o governo acena com o diálogo, os tucanos vêemintransigência. Há três semanas o PSDB aprovou a PEC na Comissão deConstituição e Justiça da Câmara, apesar de defender a reduçãogradual da alíquota da CPMF e a divisão da receita com Estadose municípios, posições rejeitadas pelo governo. Para o deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR), se o governoaceitasse discutir desonerações no montante arrecadado, opartido poderia flexibilizar sua posição. "Mas não vejo queisso prosperará, então a tendência é que o PSDB mantenha aposição de rejeitar", afirmou. Razões políticas explicam a retirada do apoio do PSDB:evitar que os Democratas façam sozinhos o discurso do "Xô CPMF"e inibir que Lula faça proselitismo eleitoral com os recursosda CPMF. No Senado, onde são necessários 33 votos para derrotar aPEC, Democratas e PSDB somam 30 votos. "Essa CPMF é uma bolsa-eleição e, se somarmos abolsa-eleição ao Bolsa Família, fica difícil para nós", admitiuo senador Sérgio Guerra (PSDB-PE).O líder do governo na Câmara, deputado José Múcio Monteiro(PTB-PE), reagiu: "Se a CPMF fosse bolsa-eleição, Lula nãoteria virado presidente porque a contribuição não foi criadanesse governo. Para eleição, a CPMF não serve."

ISABEL VERSIANI E NATUZA NERY, REUTERS

05 de setembro de 2007 | 20h11

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