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PSI, do BNDES, terá queda de 20% em 2014

O Programa de Sustentação do Investimento (PSI) terá um orçamento entre R$ 75 bilhões e R$ 80 bilhões em 2014, segundo apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. O valor representa uma redução de pelo menos 20% em relação ao orçamento desde ano, que é de R$ 100 bilhões.

RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

29 de novembro de 2013 | 07h32

O governo estuda mudanças nas condições dos empréstimos e deve elevar as taxas de juros cobradas das empresas. As condições financeiras ainda estão sendo fechadas e devem ser anunciadas em breve.

As alterações no PSI já foram sinalizadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, para reduzir os subsídios concedidos pelo Tesouro ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Como os juros cobrados das empresas são menores que o custo de captação dos bancos, o Tesouro cobre essa diferença.

O PSI foi lançado em julho de 2009 como parte das medidas do governo para mitigar os efeitos da crise financeira internacional sobre a economia brasileira. Com a escassez de crédito naquele momento e a retração dos investimentos, as linhas do programa foram criadas para financiar principalmente a aquisição de bens de capital, caminhões e exportações.

O PSI vem sendo prorrogado desde então, mas os juros e os prazos dos empréstimos foram adaptados ao longo do tempo. Grande parte do orçamento do programa é administrado pelo BNDES. Do valor total para 2013, R$ 85 bilhões são da instituição e R$ 15 bilhões foram liberados para os demais bancos.

Prorrogação

Segundo o BNDES, de janeiro a outubro os desembolsos do PSI somam R$ 70 bilhões. O programa deveria acabar em 31 de dezembro deste ano, mas o governo decidiu prorrogá-lo mais uma vez.

O próprio orçamento do BNDES está sofrendo uma redução. Mantega já afirmou que a liberação de recursos pelo banco deve cair de R$ 190 bilhões este ano, para algo em torno de R$ 150 bilhões em 2014. O governo quer uma reformulação da atuação do banco. Segundo Mantega, serão mantidos os programas prioritários, mas linhas destinadas a financiamento de projetos dos Estados deixarão de existir.

Esta semana, Mantega participou de uma reunião com empresários na Confederação Nacional da Indústria (CNI) e ouviu a preocupação do setor com a redução dos recursos para o PSI. "Os recursos do Tesouro têm feito com que o BNDES apoie investimentos no Brasil. Nosso pedido é que no próximo ano o BNDES tenha volume expressivo de recursos com custo compatível a investimentos necessários no Brasil", disse na ocasião o presidente da entidade, Robson Andrade.

O governo também tem reduzido ano a ano as emissões de títulos da dívida pública para captar recursos para aportes no BNDES. Em 2013, serão R$ 24 bilhões, ante R$ 45 bilhões no ano passado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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