PT não condenava FMI, mas formato dos acordos, diz Palocci

O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, disse que o partido do governo, o PT, não condenou nos últimos anos a instituição do Fundo Monetário Internacional, mas sim o formato dos programas negociados com os governos anteriores. "O Brasil é parte do Fundo. O Fundo é uma instituição que serve para dar apoio aos países. Muitas vezes o nosso partido foi crítico ao formato dos programas que o fundo apresentava. É um debate procedente, que existe no mundo inteiro. Por isso temos feito questão, desde o ano passado e no desenvolvimento do acordo neste ano, que o Fundo valorize a autonomia da equipe econômica do Brasil de definir suas políticas", disse Palocci para quem o FMI tem respeitado essa autonomia. "O Brasil tem o seu modelo econômico e de crescimento. Cabe às instituições como o Fundo que apóiam o equilíbrio econômico de cada país, saber compreender as necessidades e prioridades de cada um deles. E o Fundo tem tido esse comportamento conosco, muito positivo, dando total autonomia na definição das prioridades", afirmou. O ministro garantiu que dentro desse modelo definido pelo governo, não surgirá nenhuma "idéia exótica" de política econômica. "Nós controlamos a inflação equilibramos nossa dívida, retomamos o crescimento econômico com base em medidas muito simples, transparentes, que agora precisam se somar às medidas de política industrial, de incentivo de investimentos, de definição do marco regulatório adequado para cada um dos setores da economia brasileira", disse. Para o ministro, o grande problema da economia brasileira, nos últimos oito anos foi o "surto" de crescimentos e crises". "Nós queremos preparar o Brasil de maneira muito firme para enfrentar crises externas sem crises internas", disse.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.