PT pode retomar oferta por Telesp no futuro

O vice-presidente da Portugal Telecom (PT), Miguel Horta e Costa, disse há pouco que a oferta pública de troca de ações da Telesp Celular por BDRs da companhia pode vir a ser retomada no futuro. Ele afirmou que a retirada da oferta no momento ocorreu devido "unicamente" às condições do mercado de capitais. De acordo com ele, não significa que a PT não possa pensar em uma nova operação quando as condições do mercado melhorarem. O preço das ações da PT caiu 34% desde o anúncio da oferta, em 21 de maio. Antes disso, de janeiro a maio, os papéis já tinham registrado forte baixa. "Se a oferta ocorresse agora, iríamos diluir os minoritários da PT em um momento em que a ação da empresa se encontra fragilizada", afirmou há pouco em entrevista coletiva. Ele lembrou que a operação envolve um aumento de capital para a emissão dos BDRs. Durante a coletiva para explicar a desistência da PT, Costa afirmou que a situação econômica da América Latina foi a razão indireta para a retirada da oferta, já que contribuiu para a deterioração dos ativos em Bolsa. Ele disse que não houve pressão de acionistas para reduzir a exposição da empresa no Brasil. Além disso, negou que os investidores da Telesp Celular tenham sido prejudicados pela desistência da oferta pública. A assembléia de acionistas da PT, marcada para amanhã em Lisboa, está mantida. Os acionistas irão aprovar a suspensão da oferta pública pelos papéis da Telesp Celular. Antes da retirada da operação, o tema da assembléia era o aumento de capital e a emissão de ações ordinárias da PT para a troca por Telesp Celular.

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