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Publicidade na internet cresce 40%

No mesmo período, o faturamento total da mídia diminuiu 3,6%

Renato Cruz, O Estadao de S.Paulo

29 de setembro de 2007 | 00h00

O crescimento da venda de computadores tem incentivado a entrada de brasileiros na rede mundial, e isso tem se refletido no mercado publicitário. As receitas com anúncios na internet aumentaram 40,16% no primeiro semestre, enquanto o mercado total, que inclui os meios tradicionais, caiu 3,6%, segundo dados do Interactive Advertising Bureau (IAB) Brasil. Os anúncios na web movimentaram R$ 221 milhões, o que ainda equivale a uma parcela pequena das receitas publicitárias. São 2,7%, comparados a 2% em 2006."Os usuários de internet no Brasil devem chegar a 40 milhões no fim deste ano, e o tempo de uso também está crescendo", apontou Osvaldo Barbosa de Oliveira, presidente do IAB Brasil. "As pessoas consomem cada vez mais internet." A entidade prevê que o faturamento publicitário na rede mundial chegará a R$ 470 milhões este ano, um crescimento de 30% sobre 2006. Os números do IAB Brasil passaram a incluir os links patrocinados, pequenos anúncios de texto que aparecem ao lado de resultados de buscas e páginas de conteúdo, desde abril.Os jornais foram o único meio impresso que teve crescimento no primeiro semestre, com avanço de 0,75%. As revistas caíram 2,78% e os guias e listas diminuíram 4,8%. Os meios que mais perderam receita foram a TV, com queda de 5,16%, e a mídia exterior, com baixa de 17,72%, refletindo os efeitos da Lei da Cidade Limpa na cidade de São Paulo."A internet é um meio complementar a todos os outros", afirmou Oliveira. "A TV, os jornais e as revistas têm sites. A internet já é o segundo meio de massa nacional, depois da televisão." Ele destacou que, na rede mundial, é possível fazer campanhas de massa nos grandes portais, com efeitos parecidos com a televisão, e também campanhas dirigidas a públicos bem específicos, nos mecanismos de busca. "Quem busca informações sobre um carro na internet está bastante adiantado no ciclo de compra."Para Marcelo Tripoli, presidente da agência digital iThink, por muitos anos vai existir um potencial forte de crescimento para a publicidade online. "Não faz sentido a participação pequena no bolo frente ao tempo que as pessoas já estão gastando na rede", disse Tripoli. "Em cinco anos, pessoas que hoje são analistas vão assumir cargos de gerência e de diretoria nas empresas, e passarão a tomar as decisões. São profissionais que já cresceram com a internet e terão uma visão muito melhor de como funciona o meio."No começo do ano, o IAB Brasil previu que, até 2009, a internet teria 3,5% do bolo publicitário no Brasil. "Acho que teremos que adiantar a meta, talvez para 2008", afirmou Barbosa. Nos Estados Unidos, a web tem mais de 6% de participação. Na Inglaterra, mais de 10%.

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