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Publicitários e acadêmicos elogiam campanha do 'Estadão'

Vídeo criado pela WMcCann para comemorar os 140 anos do jornal teve repercussão positiva

O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2015 | 02h07

A tarefa de Washington Olivetto e Sérgio Franco não foi fácil. Em dois minutos, os publicitários, da agência WMcCann, relataram alguns dos acontecimentos mais importantes da história do Brasil ao longo dos 140 anos do jornal O Estado de S. Paulo. A campanha institucional foi ao ar na semana passada e impressionou profissionais da publicidade e do meio acadêmico.

"Gostei muito do posicionamento adotado pelo Estadão, porque jornal é isso: é conhecimento em profundidade", disse Orlando Marques, presidente da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap), numa referência ao formato da campanha, que é todo baseado em textos. "Os jornais precisam mostrar o que fizeram de importante para a história dos países, das pessoas, das comunidades."

Com um grande poder de síntese, a campanha conseguiu passar por marcos históricos como a Abolição da Escravatura, a ditadura, os planos econômicos e os feitos no futebol. O texto do filme lista altos e baixos do País ao longo das últimas 14 décadas, lembrando que, de 1875 para cá, o País teve nove moedas até chegar ao real, duas capitais federais, oito constituições e 37 governantes. É uma pequena aula sobre a história do Brasil.

Nas redes sociais, os leitores também se manifestaram sobre a campanha. "Há muito tempo uma campanha publicitária não me fazia parar em frente à TV", disse o leitor Douglas Pelaes.

O presidente do Grupo Ogilvy, Sérgio Amado, enfatizou a importância do jornal O Estado de S. Paulo para a construção da democracia brasileira. "O jornal é o contador da história. Conta a história todos os dias. Sem a mídia impressa não seríamos capazes de viver em uma democracia."

O breve relato feito por Olivetto e Franco na campanha institucional do jornal é uma pílula do que estudantes, especialmente os de história e os de jornalismo, veem em sala de aula.

Sala de aula. Para a coordenadora do curso de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, Helena Jacob, o Estadão é um exemplo para o trabalho de formação de novos profissionais - tanto pelas inovações quanto pelos valores éticos do veículo. "Além disso, é uma empresa que ensinou outras empresas a fazerem o trabalho jornalístico", disse a professora. "O Estadão, por esses 140 anos, é realmente uma testemunha da história do Brasil."

Para Alzira Alves de Abreu, professora do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getúlio Vargas (Cpdoc/FGV), a existência de um veículo com a longevidade do Estadão proporciona um subsídio inestimável à atividade de pesquisa histórica.

"Para mim, que trabalho com a história do Brasil desde a primeira República até hoje, o jornal é uma fonte fundamental para a gente reconstituir os períodos", disse a historiadora. "Você pode até ser a favor ou contra, mas está lá a narrativa, e é isso que dá suporte à pesquisa."

 

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