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Putin promete mais medidas para restabelecer economia russa

Premiê diz que governo continuará seu caminho anti-inflação e ressaltou que a inflação ficará em 9,6% em 2009

Efe,

21 de novembro de 2009 | 17h17

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, prometeu neste sábado que seu Governo continuará aplicando medidas para restabelecer e desenvolver a economia depois da crise, em discurso no congresso do partido governista Rússia Unida. "O fim da recessão não significa, em absoluto, que automaticamente desaparecerão também os problemas que tivemos que enfrentar e, por isso, continuaremos aplicando medidas destinadas ao restabelecimento e desenvolvimento da economia após a crise", disse.

 

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Além disso, prometeu que o Executivo continuará seu caminho anti-inflação e ressaltou que, este ano, a inflação ficará em 9,6%, um dos melhores índices desde 1992. "Em 2008, chegou a 13,3%. Mesmo assim, 10%, 9%, ainda é muito, é inadmissível. Por isso, continuaremos nosso rigoroso curso anti-inflação", disse Putin, líder do Rússia Unida, durante um discurso transmitido ao vivo pelo canal de notícias "Vesti".

 

Acrescentou que a queda do Produto Interno Bruto (PIB) não será tão grande como se esperava, "mas, mesmo assim, será muito significativo, entre 8% e 8,5%". "No país, foi registrada, em geral, uma queda das receitas efetivas dos cidadãos. Temos que fazer tudo o que estiver em nossas mãos para mudar esta situação a curto prazo", disse.

 

O presidente russo, Dmitri Medvedev, também enfatizou sua mensagem de saudação ao congresso do partido na situação econômica, e afirmou que o país precisa modernizar sua economia.

 

"Nosso país precisa de uma nova economia, inteligente, baseada na supremacia intelectual e na produção de conhecimentos excepcionais, destinada à contínua melhora do bem-estar das pessoas através da criação de novas tecnologias", disse.

 

Segundo Medvedev, o bem-estar social da Rússia depende, em uma medida extrema, da conjuntura de fatores que o próprio país não pode controlar, "das oscilações e caprichos da conjuntura mundial".

 

Se a Rússia se apoiar nesta nova economia, poderá "manter seu status de potência mundial", acrescentou o chefe do Kremlin. "Simplesmente, somos obrigados a isso e assim conseguiremos um nível de vida digno para todos. Se continuarmos sendo um país baseado nas matérias-primas, ficaremos estagnados e, em consequência, haverá degradação", disse.

 

Segundo o presidente, a Rússia não conseguiu evitar, mas "minimizar significativamente as consequências negativas da crise global". Ressaltou que "cumprir os compromissos adquiridos anteriormente é sem dúvida muito necessário, mas insuficiente", e afirmou que "é preciso garantir que haja novamente um crescimento econômico e da renda dos cidadãos".

 

Além disso, afirmou que o Rússia Unida, que conta com 315 das 450 cadeiras da Duma (Câmara dos Deputados), só poderá manter sua superioridade política se for cumprida não só a condição de estabilizar a situação no país, mas também a de modernizar a economia.

 

"Esta é a principal tarefa, ser capaz de se adaptar às situações em transformação e responder aos novos desafios", disse Medvedev, enquanto ressaltou que "os cidadãos estão em seu direito de exigir resultados concretos".

 

Durante o congresso, com a presença de cerca de 3 mil delegados e representantes de quase 40 países convidados, o Rússia Unida aprovou o programa do partido, no qual pela primeira vez fica claramente definida sua ideologia como de "conservadorismo russo".

 

"É o primeiro programa do partido no qual, além de estabelecer tarefas, como aumentar o nível de vida e desenvolver a economia, define-se claramente nossa ideologia, o conservadorismo russo", disse o presidente do conselho supremo do Rússia Unida e chefe da Duma, Boris Grizlov.

 

Ele descreveu o conservadorismo russo como "uma ideologia da estabilidade e do desenvolvimento, da constante renovação criativa da sociedade, sem imobilismo nem revoluções, um conservadorismo disposto a adotar novas ideias, ou seja, capaz de garantir a modernização do país".

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