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Puxada por alimentos, prévia da inflação sobe 0,54% em julho

Feijão carioca aumenta 58,06%; alta no preço de alimentos responde por 69% do IPCA-15 de julho

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

21 Julho 2016 | 09h37

RIO - A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,54% em julho, após subir 0,40% em junho. Com o resultado, o IPCA-15 acumula aumento de 5,19% no ano. Já a taxa acumulada em 12 meses até julho foi de 8,93%, a mais baixa desde junho de 2015, quando estava em 8,80%. 

Os preços dos alimentos saltaram 1,45% em julho. O resultado foi o mais elevado para meses de julho desde 2008, quando a alta no grupo Alimentação e bebidas chegou a 1,75%. Em junho, os alimentos tinham aumentado 0,35%.

Com o repique recente, os alimentos contribuíram com 0,37 ponto porcentual para a taxa de 0,54% do IPCA-15 de julho, o equivalente a 69% de toda a inflação do mês. Em Goiânia, os alimentos ficaram 3,41% mais caros. Em Curitiba, a alta foi de 2,75%. Em São Paulo, os consumidores pagaram 2,03% a mais.

O preço do feijão-carioca, espécie mais consumida no País, subiu 58,06% no IPCA-15 de julho, item de maior impacto sobre a inflação do período, uma contribuição de 0,18 ponto porcentual. Em Goiânia, o quilo do grão ficou 81,03% mais caro. Também houve aumentos relevantes do feijão-carioca em Brasília (62,69%), Salvador (61,69%) e Fortaleza (60,63%).

O orçamento das famílias foi pressionado ainda pelos outros tipos de feijão, que também apresentaram aumentos significativos. O feijão mulatinho ficou 45,94% mais caro; o feijão preto aumentou 34,23%; o feijão fradinho subiu 11,78%.

Também muito consumido pelo brasileiro, o preço do arroz cresceu 3,36%. A alta chegou a 8,20% em Belém, 6,67% em Fortaleza e 6,53% em Goiânia.

O leite também pressionou a cesta básica das famílias, devido a um aumento de 15,54%. Os preços dos derivados de leite também aumentaram, com destaque para o leite em pó, que ficou 3,26% mais caro.

 

Transporte. As passagens aéreas subiram 19,05% em julho. O item foi um dos principais responsáveis pela alta de 0,17% nas despesas das famílias com Transportes, após o recuo de 0,69% registrado em junho.

Outros aumentos relevantes no último mês foram de Ônibus interestadual (3,69%), Pedágio (1,98%), Etanol (1,22%), Conserto de automóvel (0,85%) e Emplacamento e licença (0,77%).

Na direção oposta, o litro da gasolina ficou 1,11% mais barato. Também recuaram os preços de Automóvel usado (-1,02%) e Automóvel novo (-0,63%).

Habitação. A conta de luz ficou 1,65% mais barata no IPCA-15 de julho. A queda na energia elétrica foi influenciada pela redução no valor das contas de Curitiba (-9,16%, como consequência da redução de 13,83% nas tarifas a partir de 24 de junho), São Paulo (-2,48%, em virtude da redução de 7,30% nas tarifas em uma das concessionárias a partir de 4 de julho) e Porto Alegre (-0,83%, devido à queda de 7,50% nas tarifas em uma das concessionárias em 19 de junho).

A taxa de água e esgoto, entretanto, voltou a subir. A alta de 1,30% no IPCA-15 de julho foi resultado de aumentos em Salvador (alta de 6,98%, devido ao reajuste de 9,98% em 6 de junho), Brasília (4,33%, por conta do reajuste de 7,95% em 1º de junho), Goiânia (4,07%, como consequência do reajuste de 9,10% a partir de 1º de julho) e Porto Alegre (2,52%, decorrente do reajuste de 11,45% a partir de 1º de julho).

Outros itens que ajudaram a pressionar o IPCA-15 de julho foram Alimentos para animais (2,38%), Serviço bancário (2,24%), Plano de saúde (1,08%), Artigos de limpeza (1,02%), Empregado doméstico (0,87%) e Mão de obra para pequenos reparos (0,86%).

No sentido contrário, contribuíram para conter a inflação do mês os itens Hotel (-1,26%), Seguro voluntário de veículos (-1,23%), Gasolina (-1,11%), Automóvel usado (-1,02%) e Automóvel novo (-0,63%).

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