Puxada por NY, Bovespa fecha em baixa de 1,76%

Clima piorou depois que os EUA anunciaram mais um dado econômico que sinaliza retração

Da Redação,

07 de março de 2008 | 18h22

Influenciada pelo comportamento dos negócios nos Estados Unidos, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em baixa de 1,76%, aos 61.868 pontos. O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6840, em alta de 0,24%. O clima no mercado internacional azedou depois que os Estados Unidos anunciaram mais um dado econômico que sinaliza retração da atividade econômica. Desta vez, foi no mercado de trabalho, onde 63 mil vagas foram fechadas.   Veja também:  Economia dos EUA claramente tem desacelerado, diz Bush  Bolsas européias encerram a semana em baixa  FMI: emergentes divergiram da crise, mas não descolaram  Assessor de Bush admite que PIB pode estar em queda  ESPECIAL: Preço do petróleo em alta  Livro Bege confirma desaceleração nos EUA  Evolução do preço do dólar   Entenda a crise nos Estados Unidos     O número assustou analistas e até mesmo o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, reconheceu que a situação é preocupante. Ele já conta com retração na economia no segundo semestre. No primeiro trimestre, isso já era esperado. Caso este cenário se confirme, o país estará teoricamente em recessão - período marcado por dois trimestres consecutivos de queda na atividade econômica.   Nos Estados Unidos, as bolsas fecharam em queda, apesar da expectativa cada vez mais forte de que o banco central dos Estados Unidos (Federal Reserve) reduzirá a taxa de juros no país novamente. A Dow Jones fechou com baixa de 1,22% e a Nasdaq recuou 0,36%.   Na Europa, as bolsas também acompanharam o mau humor com as incertezas sobre a economia norte-americana. Em Londres, a bolsa caiu 1,15% e acumula baixa de 3,13% na semana. Em Paris, a queda foi de 1,26% e na semana recua 3,58%. Em Frankfurt, o índice de ações caiu 77,32 pontos, baixa de 1,17% e na semana teve uma desvalorização de 3,47%.   No Brasil, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, antecipou a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) de 2007. Segundo ele, a taxa deve ficar entre 5,2% e 5,3%. Apesar de destacar diversas vezes que a economia do Brasil está preparada para as condições adversas do cenário econômico, o presidente do banco Central (BC) admitiu nesta Sexta-feira que a economia do País terá um crescimento menor neste ano por conta da crise nos EUA. Segundo ele, a expectativa para o PIB de 2008 é de 4,5%.

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