Puxada por Petrobrás e bancos, Bovespa tem alta de 0,52%

Bolsa mantém patamar e fecha em 60.355,73 pontos e, no mês, acumula ganho de 60,73%

Claudia Violante, da Agência Estado,

25 de setembro de 2009 | 17h32

Duas sessões em baixa e os investidores acharam que já estava de bom tamanho. Assim, encontraram um meio de puxar o Ibovespa para cima em meio à queda das bolsas externas: os poucos investidores que atuaram - o volume desta sessão foi 29% abaixo da média do mês - optaram principalmente pelas ações da Petrobras, por sua vez influenciada pela alta do petróleo. Bancos e construção civil também se destacaram.

 

A Bovespa, desta forma, está conseguindo sustentar o patamar de 60 mil pontos. Hoje, subiu 0,52%, aos 60.355,73 pontos. Na mínima do dia, registrou 59.755 pontos (-0,48%) e, na máxima, os 60.472 pontos (+0,71%). Na semana, recuou 0,57%. No mês, acumula ganho de 6,85% e, no ano, de 60,73%. O giro financeiro somou R$ 3,990 bilhões. Os dados são preliminares.

 

Segundo profissionais do mercado, muitos investidores têm aproveitado os momentos de queda do índice para se reposicionar nesse mercado, já que teriam perdido o rali recente. Daí a as realizações de lucros se dissiparem tão rapidamente - muitas vezes inclusive no intraday. Hoje, no entanto, os indicadores divulgados nos Estados Unidos inspiraram cautela, reforçada pela expectativa do resultado do encontro do G-20.

 

As encomendas de bens duráveis nos EUA caíram 2,4% em agosto ante julho, na contramão da previsão dos analistas (+0,3%). As vendas de imóveis residenciais novos aumentaram 0,7% em agosto ante julho nos EUA (previsão de +1,6%). Já o índice de sentimento do consumidor divulgado pela Reuters e Universidade de Michigan surpreendeu positivamente, ao subir de 65,7 em agosto para 73,5 ao final de setembro, ante previsão de 70,5.

 

As Bolsas nos EUA acabaram fechando em baixa, tímida, mas ainda baixa. Dow Jones perdeu 0,44%, aos 9.665,19 pontos, S&P 500 teve recuo de 0,61%, aos 1.044,38 pontos, e Nasdaq cedeu 0,79%, aos 2.090,92 pontos.

 

A expectativa com o resultado do G-20 conteve as quedas lá fora. O comunicado oficial do encontro que termina hoje deve sair após o fechamento do mercado, e, entre outras coisas, o grupo deve decidir pelo aumento de participação dos países emergentes no Fundo Monetário Internacional (FMI) de "pelo menos 5%", segundo o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.

 

Além dos dados nos EUA, os investidores, no Brasil, ainda contaram com o Relatório Trimestral de Inflação, divulgado pelo Banco Central. Dentre outras coisas, o documento reviu para cima suas estimativas para a inflação em 2009 e 2010. "Hoje, isso não fez preço na Bovespa, mas os investidores podem considerar mais à frente, já que essa previsão pode resultar na volta da alta da taxa Selic", comentou Álvaro Padilha, operador de bolsa da corretora Icap Brasil.

 

A seu ver, a Bolsa, por enquanto, deve ter um período de marasmo, à espera dos balanços trimestrais, a partir de outubro. "Os investidores podem aguardar agora dados mais concretos de recuperação nos números das empresas", avaliou ao ponderar, entretanto, que a agenda diária continua interferindo no intraday.

 

Petrobras, bancos e construção civil 'carregaram' o Ibovespa. As ações da estatal avançaram na esteira da alta do petróleo. Na Nymex, o contrato para novembro avançou, 0,20%, a US$ 66,02. Petrobras ON subiu 0,25% e PN, 0,92%.

 

No setor bancário, Bradesco PN terminou em +0,64%, Itaú Unibanco, em +0,54%, e BB ON, em +1,44%.

 

Na construção civil, segundo Padilha, a perspectiva de crescimento do setor puxou as ações. Rossi Residencial ON foi a maior alta do Ibovespa, com +4,07%. Cyrela ON avançou 3,26% e Gafisa ON, 0,75%

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