Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Puxado pela demanda interna, PIB cresce 5,4% no 2º trimestre

Consumo avança 5,7% entre abril e junho e leva indústria a se expandir 6,8%; investimento é o maior desde 2004

Nilson Brandão Junior, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2013 | 00h00

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 5,4% no segundo trimestre do ano na comparação com o mesmo período de 2006 e acumulou alta de 4,9% no primeiro semestre. Foi o 22º crescimento trimestral, seqüência recorde na série histórica do PIB. Veja especial sobre o PIBO principal destaque pela ótica da demanda no trimestre foi o desempenho dos investimentos (13,8%), maior taxa desde o mesmo período em 2004, junto com o consumo das famílias (5,7%) e indústria (6,8%). O resultado mostrou que a demanda interna se consolidou como o motor do crescimento.''''O investimento deu um pique notável. É importante que se mantenha'''', disse o coordenador de contas nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Roberto Olinto. A taxa do segundo trimestre foi quase o dobro da registrada nos primeiros três meses do ano (7,3%). O desempenho elevou a taxa de investimento de 16,7% no segundo trimestre de 2006 para 17,7% em igual período deste ano.O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comemorou os números. ''''Estamos com um crescimento de 5% principalmente porque a indústria de transformação, que é um pólo dinâmico da economia, está acelerando em relação ao ano passado.''''O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, revelou que o presidente Lula, que está em viagem aos países nórdicos, ficou satisfeito com o desempenho, sobretudo por causa da expansão do consumo das famílias.O resultado reacendeu o debate sobre a capacidade de o País crescer sem inflação. O ex-diretor do Banco Central Alexandre Schwartsman argumenta que, apesar da alta do investimento, o ganho de crescimento potencial foi pequeno. ''''A demanda doméstica cresceu de forma mais rápida do que se adicionou capacidade de crescimento nos últimos 12 meses.''''Para o diretor da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Flávio Castelo Branco, contudo, o dado do investimento traz tranqüilidade com relação a 2008. ''''Não haverá gargalo no lado da oferta que ameace a inflação.'''' Ele avalia que há um ciclo virtuoso em curso.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.