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Puxado por empresas, estoque de crédito avança 1% em março

Segundo o Banco Central, crédito subiu 1,1% entre pessoas jurídicas e 0,9% entre pessoas físicas; estoque somou R$ 2,7 trilhões em março

Victor Martins e Eduardo Rodrigues, da Agência Estado,

29 de abril de 2014 | 11h00

BRASÍLIA - O brasileiro ficou mais endividado em abril, mas em março quem puxou a alta do estoque de crédito foram as empresas. O estoque de crédito subiu 1% em março ante fevereiro e chegou a R$ 2,759 trilhões, segundo dados do Banco Central. No acumulado em 12 meses, houve avanço de 13,7%. A alta foi puxada pelo crédito às pessoas jurídicas, cujo crescimento foi de 1,1%. No crédito às famílias houve avanço de 0,9%.

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, avaliou que o crescimento de 1% no estoque mostra uma expansão melhor na margem, com uma retomada gradual de início do ano. "Essa retomada mês a mês é natural, à medida em que sazonalidade da atividade econômica também tem esse comportamento", afirmou. Ele ponderou, no entanto, que há uma moderação do avanço em 12 meses. "Isso está em linha com a perspectiva que temos traçado para o crédito no ano", completou, lembrando que março deste ano teve um dia útil a menos que o mesmo mês de 2013.

De acordo com o BC, o crédito livre subiu 0,7% no mês e avançou 6,5% em 12 meses, enquanto o direcionado aumentou 1,4% ante fevereiro e 23,7% em 12 meses. No crédito livre, houve crescimento de 0,3% para pessoas físicas no mês e de 7,1% em 12 meses. Para as empresas, no crédito livre, houve crescimento de 1,0% no mês e alta de 5,9% em 12 meses. O BC informou ainda que o total de operações de crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) subiu de 55,8% em fevereiro para 55,9% em março.

Maciel disse que o crescimento do crédito livre é puxado pelo cheque especial e pelo cartão de crédito, mas citou os financiamentos de veículos como destaque negativo da nota de crédito de março, com recuo no saldo de operações de 1% no mês e de 1,5% em 12 meses.

"No mês, isso representa um recuo de cerca R$ 2 bilhões. Já faz algum tempo o crédito para veículos não mostra avanços, e no começo desse ano passou a recuar", afirmou. Ele citou a redução dos incentivos tributários para o setor como um dos fatores para esse desempenho ruim, além da antecipação de compras nos anos anteriores devido justamente a esses incentivos. "Parte desse momento vivido pelo mercado reflete isso", completou.

Maciel comentou ainda que parte da inadimplência no segmento, que já foi um problema nos anos anteriores, já foi contornada. "Mas ainda há espaço para cair mais", concluiu. Em março, os calotes em financiamentos de automóveis ficaram em 5,0%. Para o economista, o problema não está apenas do lado da oferta de crédito pelos bancos, mas também do lado da demanda dos tomadores. "A confiança do consumidor é importante nesse contexto, para a tomada de crédito para a compra de automóveis", avaliou.

Veículos. Com a queda de 1% do estoque de operações de crédito livre para compra de veículos por pessoa física, o total de recursos para aquisição de automóveis por esse grupo de clientes ficou em R$ 189,996 bilhões no mês passado, ante R$ 191,845 bilhões em fevereiro. 

As concessões acumuladas em março para financiamento de veículos para pessoa física somaram R$ 6,653 bilhões, o que representa uma queda de 8,0% em relação ao mês anterior (R$ 7,228 bilhões).

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