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PWC mostra queda de 15% em fusões e aquisições

O total de operações de fusão e aquisição caiu 15% no País entre janeiro e setembro deste ano, com 440 transações, segundo levantamento realizado pela área de Corporate Finance da consultoria PricewaterhouseCoopers. Em todo o ano passado foram registradas 643 operações do tipo. Segundo o relatório, no período de julho a setembro foram registrados 184 negócios - trimestre recorde em número de transações anunciadas nos últimos 12 meses.

AE, Agencia Estado

07 de outubro de 2009 | 19h33

"Apesar de o volume de transações ser inferior ao registrado no mesmo período de 2008, verificamos uma curva ascendente no volume de fusões e aquisições", destaca a consultoria. Apenas em setembro, foram anunciadas 60 transações, ante 59 de igual mês do ano passado.

O documento aponta que a recuperação do mercado de capitais continuará a influenciar os negócios de fusões e aquisições. A consultoria destaca que a participação de empresas de capital aberto nas transações divulgadas é historicamente de 47% do total de transações.

Os grupos nacionais continuam na liderança das transações envolvendo compras de participações. O levantamento constatou que o capital nacional esteve presente em 61% (222) das transações de compra de participação (controladora ou não) no acumulado de 2009. Apesar da predominância do capital nacional, o estudo destaca que houve um aumento da participação do investidor estrangeiro nos últimos meses, recuperando patamares de participação de momentos de pré-crise.

Entre os setores de maior destaque do estudo estão os segmentos de alimentos e tecnologia da informação (TI) que representaram 10% (cada) das transações, seguido pelos setores financeiro (9%), serviços, mineração, química e petroquímica (6% cada), serviços públicos, construção e transportes (5% cada).

Entre as operações no setor de alimentos destacaram-se transações no setor sucroalcooleiro e frigoríficos e abatedouros, como a fusão entre o grupo JBS Friboi e o grupo Bertin, aquisição da Piligrim''s Pride (USA) pela JBS e a aquisição da Seara pela Marfrig.

No setor de TI, com transações de empresas de software e sistemas de rede, o destaque foi a expansão da Totvs. No setor de bancos e estabelecimentos financeiros destacaram-se transações envolvendo corretoras de títulos de valores, bancos e fundos de investimentos.

O relatório da PricewaterhouseCoopers destaca ainda a transação da Tempo Participações, que adquiriu a Unibanco Saúde Seguradora e transações envolvendo investidores financeiros (dentre elas, a joint venture entre o Bradesco e Banco Espírito Santo para operações de private equity e fusão das áreas de gestão de patrimônio da Gávea Investimentos e da Arsenal Investimentos).

A consultoria destaca ainda que os private equity fortaleceram-se no contexto atual e mantiveram-se como alternativa de captação de recursos. "No acumulado do ano este investidor esteve presente em 28% das transações", destaca o relatório. Empresas de médio porte, atuantes em setores com potencial de consolidação e "internacionalizáveis", dentre outras características, estão atrativas a este tipo de investidor, explica a consultoria.

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