QE3 é impulso para economia norte-americana--Fed regional

A última rodada de estímulos monetários do Federal Reserve, banco central norte-americano, ajudará a colocar a economia dos EUA de volta nos trilhos, e acelerar o retorno ao emprego total, afirmou o presidente do Fed de San Francisco, John Williams, nesta segunda-feira.

Reuters

24 de setembro de 2012 | 20h11

As medidas do Fed devem empurrar para baixo os custos dos empréstimos, tornando, por exemplo, a compra de novos carros mais barata, o que, por sua vez, vai impulsionar as vendas e propiciar às fábricas a possibilidade de contratar novos trabalhadores, acrescentou Williams.

O dirigente regional disse também que o Fed acredita que 40 bilhões de dólares em ativos hipotecários por mês é o máximo que a autoridade monetária pode comprar sem prejudicar o mercado.

Caso o banco central comprasse um montante maior, adicionou, o funcionamento do mercado seria prejudicado já que o Fed dominaria as compras de novos instrumentos. Caso a compra tivesse proporções menores, por sua vez, o impacto não seria o máximo possível, disse.

Sobre o prazo final às aquisições dos ativos, Williams avaliou que o Fed provavelmente o colocaria "bem antes" do fim de 2014.

Isso porque, até lá, o presidente da autoridade monetária regional diz ver o desemprego cair para cerca de 7,25 por cento --ainda acima de níveis habituais, mas traduzindo uma melhora substancial dos atuais 8,1 por cento.

O Fed lançou uma terceira rodada de estímulos no início do mês, dizendo que compraria 40 bilhões de dólares em dívida hipotecária por mês até que as perspectivas de emprego melhorassem substancialmente, e desde que a inflação se mantivesse contida.

Ainda de acordo com Williams, o Fed deverá manter as taxas de juros baixas até pelo menos meados de 2015, reforçando a linguagem presente no último comunicado de política monetária do banco central.

Mas precisará elevar os juros, agora próximos de zero, bem antes de o desemprego voltar a seu nível normal de longo prazo de 5,5 por cento, acrescentou ele a jornalistas após discurso.

(Reportagem de Ann Saphir)

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