Qual é o seu modelo de smartphone?

Um dos presentes preferidos neste Natal, o celular inteligente oferece tantas opções, de diferentes marcas, que a escolha vira um desafio

NAYARA FRAGA, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2012 | 02h09

"O Galaxy é bom?", perguntou um empresário à consultora em tecnologia móvel Bia Kunze. A questão, comum a quem decide entrar para o mundo dos smartphones, não tem resposta simples. "Qual deles?", disse Bia. "A linha Galaxy tem no mínimo 15 celulares."

A conversa ilustra bem a saga da procura por smartphones. Chegar a uma loja e dizer "eu quero um Optimus ou um Razr", por exemplo, não funciona. A linha Optimus da LG tem dez aparelhos. Optimus 4X HD, Optimus 3D, Optimus L7 e por aí vai. A Razr, da Motorola, tem quatro. Já o Galaxy pode ser S, Ace, Y, Mini, X, Duos...

Soma-se à nomenclatura confusa a dificuldade de interpretar as características técnicas de um celular e aí está a pergunta: é tudo smartphone? Pode parecer simples demais para quem já tem um há anos, mas essa é a principal dúvida dos consumidores, segundo o diretor comercial da Magazine Luiza, Júlio César Trajano. "Hoje, as pessoas ainda confundem o que chamamos de feature phone, que é um celular que apenas acessa a internet (rede social e e-mail, em geral), com o smartphone, que tem um sistema operacional em que ele pode baixar aplicativos e jogos."

No topo do ranking dos produtos mais desejados neste Natal, os smartphones são praticamente computadores que podem ser levados para qualquer canto. Dependendo da potência do aparelho, pode-se fazer nele tudo o que é feito num computador de mesa. E é isso que tem impulsionado essa categoria de celulares - 179 milhões de unidades foram despachadas pelas fabricantes no terceiro trimestre de 2012, um aumento de 45,3% ante o mesmo período de 2011, segundo dados da Teleco. Eles acessam a internet por meio de conexão wireless (Wi-Fi) e redes de telefonia de terceira ou quarta geração (3G e 4G).

Empresas como Samsung, Motorola e Nokia lançam mais de um smartphone por semestre. Escolher um deles exige, antes de tudo, conhecimento das próprias necessidades. Quem faz apenas ligações não precisa de um iPhone. Quem usa só o Facebook e o serviço de mensagem Whatsapp, por exemplo, consegue sobreviver com um aparelho intermediário. Um Samsung SIII, superveloz e de configurações avançadas, é um aparelho para usuários exigentes, daqueles que ficam conectados à internet o tempo todo e acessam muitos sites e aplicativos.

Bia Kunze explica que, enquanto no mundo inteiro se fala da disputa entre iPhone e Android (plataforma desenvolvida pelo Google e adotada por várias fabricantes), no País a briga é entre Android e S40, sistema operacional da Nokia. "As estatísticas de navegação na internet sempre vão mostrar números altos no caso do iPhone até no Brasil. Mas isso é natural. Nos S40, as pessoas ficam presas aos aplicativos que já vêm pré instalados. Tem gente que nunca usou o navegador num Nokia, mas usa o aplicativo do Facebook."

A linha Asha, da Nokia, se encaixa nesse perfil. Ela faz parte da categoria dos chamados smartphones de entrada, para os usuários mais básicos.

À medida que os recursos dos smartphones vão se aprimorando, o preço sobe. Para quem está disposto a gastar um pouco mais e não é extremamente ligado a tecnologia, smartphones intermediários, entre R$ 600 e R$ 900 são uma boa pedida. A câmera será melhor que os aparelhos mais básicos e as tarefas tendem a ser desempenhadas com maior rapidez.

Uma das vantagens do Nokia Lumia 710, na avaliação de Bia Kunze, é a plataforma Windows Phone, desenvolvida pela Microsoft. "O sistema tem o mesmo desempenho em todos os aparelhos, do mais simples ao mais sofisticado (da Nokia)", diz. No entanto, ele não poderá ser atualizado para o Windows Phone 8, lançamento mais recente da companhia de software.

O mais novo. Todas as plataformas usadas em smartphones passam por atualizações que aperfeiçoam o aparelho. Mas uma dica de especialistas em tecnologia é não se preocupar extremamente com elas. Não é aconselhável adquirir versões muito antigas do Android, claro. Mas também não é preciso ficar desapontado se o Android 4.0 não puder virar 4.1. As diferenças são poucas.

Outro ponto que não faz muita diferença no momento é o suporte à conexão 4G, que promete mais velocidade no acesso à internet. No Brasil, as redes ainda estão sendo implantadas e vai demorar para alcançar todo o País. No caso do iPhone 5, que tem como uma das características o suporte à 4G, vale observar ainda que o aparelho não reconhece as faixas de transmissão do País. Para quem estiver pensando no longo prazo, é um quesito a se observar. "O Galaxy S3 e o Motorola Razr HD, por exemplo, são rivais que batem o iPhone em vários quesitos. E têm 4G que funciona no Brasil", afirma Camilo Rocha, que assina a coluna Homem-Objeto no Link e testa aparelhos com frequência.

Uma forma de não errar na escolha é pensar no bolso, nos recursos de que você precisa e pesquisar pacientemente. Os preços variam bastante. O site de comparação de preços Zoom aponta que o Galaxy SIII - o smartphone mais buscado no site- é encontrado em lojas virtuais entre R$ 1.306 e R$ 2.099.

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