Marcos Hiroshi
Marcos Hiroshi

Qualidade do ar: ‘Com a pandemia, nosso negócio mais do que dobrou de tamanho’

Tecnologia usada pela empresa Ecoquest para desinfectar ambientes - células fotocatalíticas colocadas em dutos de ar condicionado - mostrou-se eficiente para inativar o novo coronavírus

Entrevista com

Henrique Cury, presidente da Ecoquest

Márcia De Chiara, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2021 | 05h00

Na contramão da crise provocada pela pandemia da covid-19, a Ecoquest, especializada em desinfecção do ar, deu um salto. No primeiro trimestre, mais que dobrou as áreas desinfectadas, triplicou o total de clientes ativos e expandiu em 89% o faturamento ante o mesmo período de 2020. “A pandemia trouxe luz à necessidade de controle de qualidade do ar”, afirma o presidente da empresa, Henrique Cury. A tecnologia usada para desinfectar o ar - células fotocatalíticas colocadas em dutos de ar condicionado - mostrou-se eficiente para inativar o novo coronavírus. Resultado: a empresa, antes procurada para eliminar odores de ambientes, agora presta serviços para certificar a qualidade microbiológica do ar.

Como a pandemia mudou o negócio?

Antes, a gente trabalhava mais a parte do odor, não tanto a questão microbiológica, que ficava mais restrita a hospitais e empresas multinacionais. Hoje, abrimos o leque para vários outros segmentos e aumentamos consistentemente os serviços em que já estávamos. Em hotéis, o nosso serviço era para resolver a questão de cheiro nos quartos. Agora, no Hilton, do Morumbi, por exemplo, instalamos nosso sistema em todas as dependências. Começamos a atuar também em bancos, shoppings, academias de ginástica, indústria farmacêutica e alimentícia. Com a pandemia o nosso negócio mais que dobrou de tamanho e 90% foi direcionado à prevenção da covid-19.

Houve adaptação de tecnologia por causa do coronavírus?

Assim que começou a pandemia, fizemos vários testes nos Estados Unidos para verificar a tecnologia que usamos para eliminar o coronavírus e ela foi aprovada pelo FDA (agência reguladora ligada ao departamento de saúde do governo americano). O gás peróxido de hidrogênio que jogamos no ambiente inativa o vírus em minutos. Com a certificação, a nossa participação em hospitais aumentou, principalmente em enfermarias, UTIs, centros cirúrgicos e pronto socorros.

Há planos de adaptar o produto para uso doméstico?

Já há produtos residenciais usando essa tecnologia nos EUA, mas ainda não formatamos para o Brasil. Estamos conversando com uma grande distribuidora de produtos residenciais. A tecnologia é a mesma, mas o produto precisa ser adaptado. Espero que esse projeto seja concluído este ano.

A Ecoquest vende o produto?

Não. Nós desenhamos uma solução para monitorar a qualidade do ar. Temos 24 funcionários, a maioria engenheiros. Eles fazem o projeto para desinfecção e acompanham os resultados.

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