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Qualificação impulsiona carreiras no Nordeste

Curso técnico e faculdade garantiram ascensão profissional a Jorge Luiz, que credita sucesso a período do governo Lula

ANGELA LACERDA / RECIFE, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2014 | 02h05

Jorge Luiz Queiroz, 28 anos, casado, uma filha de 11 meses, empregado numa empresa de prestação de serviços, está em ascensão profissional e financeira. Sua trajetória de sucesso teve início em 2005, quando decidiu fazer um curso técnico de informática, em meio a um ambiente de estímulo à qualificação.

Desde então, fez curso superior de gestão em sistemas e se prepara para uma pós-graduação em gestão empresarial no segundo semestre.

Na porta do apartamento alugado onde mora com a família no bairro de Santo Amaro, no centro do Recife, estaciona seu Palio que comprou financiado e terminou de pagar há dois meses. Ele e a mulher, Janaína, têm notebook, TV de plasma, eletrodomésticos e querem mais: seus planos incluem viagem de lazer aos Estados Unidos e compra da casa própria.

Filho de um motorista de ônibus da prefeitura do Recife, Queiroz sempre estudou em escola pública e credita as oportunidades a um momento político e econômico do País - mais especificamente em Pernambuco - no governo Lula.

"O complexo de Suape começou a atrair indústrias, o mercado de trabalho se abriu, a integração entre governo federal (Lula) e estadual (Eduardo Campos) promoveu um forte aquecimento da economia local", avalia ele, que fez seu curso técnico aproveitando uma promoção oferecida à época. "A qualificação técnica era facilitada e a expectativa e necessidade levava muita empresa a financiar cursos técnicos para seus empregados, tive muitos colegas nessa situação."

Atento, Queiroz começou a estagiar ainda no curso médio, por meio do Centro de Integração Empresa Escola de Pernambuco. "Mas as portas se abriram mesmo com a faculdade, quando pude então me efetivar no mercado." Identificado com a área de gestão de pessoas, ele já foi promovido a coordenador de operações.

Sua primeira grande conquista material foi uma moto, adquirida ainda no curso médio, com a renda do estágio. Depois do curso técnico, Queiroz conseguiu emprego fixo e passou a bancar suas despesas em casa.

Quando deixou a casa paterna, em 2011, depois de casar com Janaína, era dono do carro e dos móveis da nova morada. O casal se instalou em um pequeno imóvel da família no município metropolitano de Paulista, muito longe do trabalho.

Com o carro quitado, mudou-se recentemente para Santo Amaro, próximo à casa dos pais, depois de muita pesquisa. "A bolha econômica e imobiliária produziu preços absurdos", queixa-se. "Este apartamento foi um achado." O aluguel é R$ 600 mensais. "Daqui só saio para nossa casa", diz, ao lado da mulher, técnica em radiologia.

Queiroz avalia que as condições mudaram. Para ele, a presidente Dilma não conseguiu manter o mesmo ritmo do governo Lula, cujo único "porém" foi a corrupção. "Lula fez o melhor governo dos últimos anos, mas o escândalo do mensalão foi lamentável, tirou seu brilho."

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