'Qualificação pode ser a diferença entre ter ou não um emprego'

Entidades afirmam que dependem dos recursos do FAT para treinar maior número de pessoas para o mercado de trabalho

, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2010 | 00h00

O Plano Nacional de Qualificação do Trabalhador do FAT tem uma série de programas e, de acordo com seu orçamento, faz chamadas públicas para receber propostas de governos e entidades interessadas em receber recursos. Em contrapartida, exige a empregabilidade de 30% do total de pessoas qualificadas.

Recentemente a Fundação Pró-Cerrado, que atua em dez Estados e tem sede em Goiânia, foi beneficiada. Nas próximas semanas a ONG, voltada à qualificação de pessoas entre 14 e 29 anos, começará a treinar turmas para trabalhar em shoppings e na área de serviços. Terá ainda programa para afrodescendentes que entram no mercado de trabalho. "A qualificação pode ser a diferença entre ter ou não um emprego", diz Valdinei Valério da Silva, um dos executivos da fundação.

Adair Meira, presidente da ONG, diz que os recursos do FAT permitirão aumentar de 10 mil jovens treinados por ano para 15 mil. "Ter os recursos pode significar a diferença entre fazer mais ou fazer menos por quem precisa de qualificação para ter chance no mercado de trabalho. Imagine o que será do País sem pessoas preparadas para atender a tantas demandas, como a dos grandes eventos esportivos dos próximos anos", alerta.

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing (Sintratel) de São Paulo, Marco Aurélio Coelho de Oliveira acaba de fechar parceria com a Secretaria do Trabalho da cidade de São Paulo para oferecer cursos de capacitação. A maior parte dos recursos virá do FAT ? a aprovação está na reta final, segundo ele. Com os cursos, será possível treinar entre 7 mil e 10 mil pessoas. O telemarketing, explica, é uma das atividades que mais atraem jovens que procuram o primeiro emprego.

Os shopping centers também estão prestes a fechar acordo para ampliar o treinamento da mão de obra. A parceria será com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e terá ajuda financeira do FAT. O Brasil tem 711 shoppings que empregam 1,015 milhão de pessoas.

"O setor de shoppings sente cada vez mais dificuldades em ter mão de obra que atenda a demanda. Com exceção das grandes redes de varejo, que treinam os funcionários, a maioria chega ao mercado de trabalho sem conhecer o que vende. O consumidor quer um vendedor que conheça o que está oferecendo", diz Luís Augusto Ildefonso da Silva, da Associação de Lojistas de Shopping (Alshop)./ P.P.

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