Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

‘Quando o cliente pede salada com tomate e cebola, são cobrados R$ 2 à parte’

Aumento do preço dos alimentos reduziu movimento em restaurante

Rodolfo Mondoni e Teresa Patrícia Oliveira, Especiais para O Estado

29 Maio 2015 | 09h00

A forte alta do preço do tomate e da cebola levou o Bar dos Amigos Perdizes cobrar a salada separada do prato principal, conta a proprietária Thais Pereira Caetano. 

Algumas semanas atrás, o quilo do tomate custava R$ 2, agora está R$ 8. "Quando o cliente pede salada com tomate e cebola, são cobrados R$ 2 à parte e a maioria gosta de salada", diz. Por esse motivo, ela procura sempre uma alternativa, como uma salada de folhas ou legumes.

Há três anos, Thais e seu marido, Giliarde Caetano Pereira, juntamente com o sócio Giovani Ferreira, resolveram investir no negócio de uma lanchonete, no bairro paulistano de Perdizes. No início, eles vendiam, em média, 60 almoços. Com a crise, o número caiu pela metade.

No inicio do ano, o preço da refeição aumentou, tendo em conta a alta dos preços dos produtos no atacado. Segundo a proprietária, muitas pessoas optaram por levar comida de casa para o trabalho, daí a redução. 

As compras são feitas três vezes por semana, em atacados que vendem em grandes quantidades, para se obter um preço mais baixo. Atualmente, o espaço recebe clientes de baixa e média renda e emprega dois funcionários. Atualmente, a refeição mais barata sai por R$ 11 e a mais cara, R$ 24.

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