'Quantidade de cursos não atende a demanda'

"O curso de tecnologia de alimentos da Faculdade de Tecnologia Senai - Horácio Augusto da Silveira está em atividade há três semestres, por isso o reconhecimento do MEC só vai ocorrer quando a primeira turma concluir o último semestre", informa a coordenadora do curso, Tatiana Beatriz Tribess (foto ao lado).

CRIS OLIVETTE, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2013 | 02h13

Ele diz que a formação vai habilitar o hoje estudante para o desenvolvimento, planejamento, implantação e gerência de processos produtivos de alimentos, e também para controlar a qualidade por meio de análises. "A atuação do profissional tem por objetivo garantir a qualidade e a segurança dos alimentos, respeitando a legislação vigente", afirma.

Depois de graduado, esse profissional pode trabalhar no gerenciamento e controle de produção, com pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, e nas áreas de vendas técnicas, gestão da qualidade e produtividade. "A demanda por essa mão de obra vem da indústria de alimentos, de centros de distribuição, cooperativas de produção e de laboratórios de análises", conta Silveira.

A coordenadora afirma que apesar de a região metropolitana de São Paulo concentrar muitas indústrias de alimentos, a quantidade de cursos que oferecem essa formação ainda é pequena. "Justamente por isso, a demanda por profissionais é grande. Os nossos alunos já estão bem posicionados e apenas os do primeiro semestre estão disponíveis para vagas, a maioria deles já está trabalhando na área, os demais estão fazendo estágio."

Identificação. A aluna Jussara Pinto Coelho (foto abaixo) está entre os estudantes que já foram contratados. Cursando o terceiro semestre do curso tecnológico, ela conta que se inteirou da carreira por meio do programa Senai de Portas Abertas, promovido anualmente.

"Fui conhecer a unidade da Barra Funda e gostei muito da área de alimentos. Primeiro fiz o curso técnico, depois prestei vestibular para o nível superior", revela.

Jussara diz que cumpriu o estágio obrigatório de 400 horas e logo depois foi contratada para trabalhar em uma empresa de frutas secas e castanhas. "Minha rotina de trabalho inclui a realização de análises sensorial e microbiológica. Também cuido da documentação microbiológica, e da documentação de qualidade."

A estudante conta que, além dessas atividades, verifica se o uniforme e os demais apetrechos usados pelos funcionário estão atendendo as boas práticas. "Também faço vistoria das instalações da fábrica, dos equipamentos e utensílios. Tenho de controlar todo o processo de fabricação e anotar tudo."

Jussara explica que os registros produzidos por ela servem para comprovar aos clientes que a empresa atende todas as normas e legislações. Depois de formada, a estudante pretende fazer pós-graduação na área de qualidade. "Quero crescer na carreira."

Tatiana afirma que o ideal é que o estudante tenha afinidade com química, biologia e raciocínio lógico. "O curso é voltado para a gestão, mas também aborda fortemente a parte administrativa, que tem uma carga horária bem pesada", afirma.

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