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Quantidade de ministérios não eleva consideravelmente os gastos, diz Barbosa

Após limitar despesas de 2015, ministro do Planejamento defende o tamanho da máquina pública

Victor Martins e Fabrício de Castro, O Estado de S. Paulo

08 de janeiro de 2015 | 22h54

BRASÍLIA e SÃO PAULO - O Ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, saiu em defesa do tamanho do governo. Em entrevista à Globo News, ele afirmou que a quantidade de ministérios, 39 no total, não eleva o gasto público consideravelmente. "Vários ministérios eram subsecretarias, então gasto adicional é pequeno frente à representatividade e importância das causas", afirmou.

Questionado sobre a quantidade de cargos comissionados, ele afirmou que a maior parte deles, cerca de 70%, são ocupados por funcionários de carreira. Barbosa também falou sobre os reajustes do Legislativo e do Executivo.

"Essa decisão é soberana do Congresso, que reajustou seus vencimentos", disse. "O reajuste foi algo próximo da inflação. Na presidência foi apenas a inflação acumulada. Isso tem efeito (nas contas públicas), mas é uma decisão soberana do Congresso que o governo tem de respeitar", disse. 

Barbosa destacou que o decreto publicado hoje, que limita os gastos a 1/18 (um dezoito avos) do montante que pode ser liberado dos recursos disponíveis, em vez de 1/12 (um doze avos), não pega os investimentos. "Isso (os investimentos) será objeto de análise posterior. "Investimento, por enquanto, está autorizado o gasto de somente 1/3 da dotação do ano, mas vamos estudar o que vai ser liberado", afirmou. A fala dele ocorreu durante entrevista à Globo News na noite de hoje.

Barbosa disse que o ajuste da economia teve início antes mesmo da nova equipe econômica tomar posse, no ano passado, quando houve a elevação da TJLP, ação que ele classificou como o primeiro passo desse movimento de correção. 

O segundo passo, segundo Barbosa, foram as correções de excessos de alguns programas sociais, o que deve gerar uma economia de R$ 18 bilhões; o terceiro foi o decreto de hoje, que reduz "preventivamente" as despesas até que o Congresso aprove o Orçamento para o ano. "Quando o Congresso aprovar o Orçamento, faremos ajustes para chegar ao 1,2% de meta (de superávit primário)", explicou. 

Segundo o ministro do Planejamento, a programação orçamentária está levando em conta as projeções do mercado. "Essa proposta orçamentária é consistente com o cenário projetado pelo mercado. Ela viabiliza a volta da queda da dívida pública a partir de 2016", afirmou. 

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