Alberto Cesar Araújo/Estadão
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Quarentena do comércio afeta Zona Franca

Fabricantes dão férias coletivas para 50 mil pessoas, metade dos trabalhadores do polo; 16 indústrias estão paradas

Márcia De Chiara, O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2020 | 05h00

O efeito em cascata do fechamento do comércio de produtos não essenciais chegou na Zona Franca de Manaus (AM). Hoje, 16 indústrias estão paradas e deram férias coletivas. Seis pararam parcialmente e mandaram parte do pessoal para casa. 

Ao todo, contando também com os fornecedores de componentes, há perto de 50 mil trabalhadores de braços cruzados, segundo o presidente do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco. “É metade dos trabalhadores do polo industrial”, diz.

Em março, parte das indústrias parou de produzir por falta de componentes vindos da China, na época país epicentro da pandemia. Depois, outra leva de empresas decidiu interromper a produção porque viu seus estoques de produtos acabados aumentar, diante da queda abrupta das vendas no varejo. 

De acordo com o Cieam, gigantes, como Samsung, LG, Moto Honda, Yamaha e Whirlpool, estão na lista das que deixaram os funcionários em casa.

“Demissão não está no radar”, diz Périco, lembrando que a preocupação é encontrar mecanismos legais para poder evitá-las. O representante das indústrias diz que o desfecho dessa situação não está nas mãos das empresas, mas depende da economia. “O governo tem de tomar medidas equivalente ao tamanho do problema que estamos enfrentando”, alerta. 

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