Quarto dia de greve dos bancários termina com quase 42% de agências

No País, já são 9.092 unidades fechadas, de um total de 21.714

Beatriz Bulla, da Agência Estado,

21 de setembro de 2012 | 19h40

SÃO PAULO - No quarto dia de greve, os bancários fecharam 41,87% das agências do País - 9.092 unidades de um total de 21.714. Nesta quinta-feira, no terceiro dia do movimento, já eram 8.527 agências fechadas (39,27%). O balanço foi feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) com dados enviados até as 18h pelos sindicatos que integram o Comando Nacional dos Bancários. Na comparação do primeiro dia de greve, terça-feira (28), com o encerramento da semana, o número de agências fechadas avançou 77%.

Na segunda-feira (24), os bancários realizam assembleias em todo o País, no período da tarde, para intensificar o movimento grevista.

Hoje, o Comando se reuniu em São Paulo e decidiu intensificar o movimento grevista a partir da semana que vem. Os sindicalistas esperavam que a Federação Nacional de Bancos (Fenaban) aproveitasse o encontro, na capital paulista, para apresentar nova proposta de negociação. "Os bancos perderam mais uma grande oportunidade para retomar negociações e apresentar nova proposta aos bancários, ignorando a presença do Comando Nacional em São Paulo", disse o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.

Em São Paulo, Osasco e Região, 35.770 bancários já tinham aderido à greve no final desta sexta-feira, aproximadamente 25% do total. A categoria tem cerca de 500 mil funcionários no País e 138 mil na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

Por meio de nota distribuída à imprensa, a Fenaban afirma que, no dia 28 de agosto, apresentou proposta de aumento e solicitou ao movimento sindical que "apontasse eventual necessidade de ajuste". De acordo com a Fenaban, "até agora nada foi apresentado". Os bancários argumentam que já tiveram nove rodadas de negociação com a Fenaban para discussão de todos os pontos da pauta de reivindicações, entregue aos banqueiros em 1º de agosto.

A Fenaban apresentou proposta de reajuste linear para salários, pisos e benefícios de 6%. A proposta passa longe da reivindicação dos trabalhadores que pedem 10,25%, sendo 5% de aumento real. Antes de iniciar a greve, os bancários realizaram duas assembleias gerais, no dia 12 e no dia 17.

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