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Quase 22 mil devem perder empregos na Venezuela

Sindicatos da Venezuela estimaram hoje que quase 22 mil funcionários do setor petrolífero devem perder seus empregos, após o presidente Hugo Chávez ordenar a expropriação de bens de 60 empresas nacionais e estrangeiras do setor. "Essa lei não nos beneficia", afirmou o líder do Sindicato de Trabalhadores do Petróleo, Bernardino Chirinos, em entrevista ao jornal El Nacional.

AE, Agencia Estado

09 de maio de 2009 | 17h10

O sindicato fica no Estado de Zulia, no oeste do país, palco das nacionalizações realizadas pelo governo na sexta-feira. "Há 35 mil empregados na costa leste (de Zulia) e apenas 8 mil serão absorvidos (pelo governo). Há 22 mil trabalhadores sem garantias", denunciou o sindicalista.

A Venezuela, o principal exportador de petróleo das Américas, começou ontem a expropriar algumas instalações de empresas que prestam serviços no setor de petróleo. Um dia antes, a Assembleia Nacional aprovou uma lei ampliando o controle estatal sobre atividades relacionadas à indústria petrolífera.

Pouco após a aprovação da lei, o governo anunciou que tomaria o controle dos ativos de 60 prestadoras de serviço que atuam no Lago Maracaibo, em Zulia. Segundo o governo, esses ativos, e também os funcionários das empresas, passarão ao controle da estatal Petróleos de Venezuela (PdVSA). Foi confirmado que aproximadamente 8 mil trabalhadores passarão a ser empregados da PdVSA. "Nós estamos libertando a terra, construindo o socialismo com os trabalhadores", discursou Chávez.

Parlamentares da oposição criticaram a PdVSA por não conseguir saldar suas dívidas com essas prestadores da serviço. Em setembro, a PdVSA devia US$ 7,858 bilhões a seus fornecedores. A empresa foi também afetada pela queda nos preços internacionais do petróleo. As informações são da Dow Jones.

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