Dado Ruvic/Reuters
Dado Ruvic/Reuters

Quase 30% dos trabalhadores sul-coreanos investe em criptomoedas

Estudo mostra que 80% dos entrevistados afirmam ter ganhado algum dinheiro com investimento

EFE

27 Dezembro 2017 | 20h16

Cerca de 30% dos trabalhadores da Coreia do Sul investiram em criptomoedas a fim de ganhar dinheiro de forma rápida, segundo uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira no país asiático.

O estudo, realizado pelo portal de busca de empregos Saramin, mostrou que 31% dos trabalhadores entrevistados tinham investido em moedas estrangeiras virtuais, com média per capita de 5,66 milhões de wons (R$ 17,4 mil). Já 44,1% investiram menos de 1 milhão de wons (R$ 3,08 mil), e 12,9% disseram ter aplicado mais de 10 milhões de wons (R$ 30,8 mil).

Quanto aos lucros obtidos com estes investimentos, 80,3% dos entrevistados afirmaram ter ganhado algum dinheiro, 6,4% relataram prejuízo, e 13,2% não viram alteração.

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Mais da metade destes trabalhadores - 54,2% - afirmaram que tinham decidido começar a investir em criptomoedas porque é "a forma mais rápida de ganhar dinheiro", e o restante o fez porque "é fácil investir em quantias pequenas".

A Coreia do Sul é um dos maiores mercados de criptomoedas do mundo, com cerca de 2 milhões de pessoas com investimentos em divisas como bitcoin e ethereum, segundo a agência de notícias "Yonhap".

As criptomoedas se transformaram em meio popular de pagamento na Coreia do Sul e no Japão, mas também uma forma de depositar economias ou como fundo de pensões devido aos ínfimos rendimentos de outros ativos.

 

Apesar disso, analistas do mercado advertem investidores de um possível efeito bolha, já que o forte aumento na cotação destas moedas não é um reflexo de seu preço real, por isso existe o risco de uma forte e repentina queda.

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