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E-Investidor: O passo a passo para montar uma reserva de emergência

Quase todos produtores renegociaram dívidas

Apesar de questionar a eficácia das medidas anunciadas pelo governo, a maioria dos produtores procurou o Banco do Brasil para pedir a renegociação das parcelas de custeio. Dados obtidos com exclusividade pela Agência Estado mostram que 96% dos produtores que têm direito a repactuação foram às agências do banco, principal financiador do agronegócio, até a data-limite de 31 de julho e pediram a prorrogação dos débitos. Em todo o País, 365 mil contratos poderiam ser renegociados e foram apresentadas 348 mil propostas de renegociação. Esses contratos totalizam R$ 11 bilhões, mas um valor inferior a esse será prorrogado. Isso porque, no caso dos custeios da safra 2005/06, para ter direito a prorrogação o produtor precisa pagar uma parte do saldo devedor. O produtor de soja das regiões Sul e Sudeste pode, por exemplo, prorrogar 55% da dívida. "Isso significa dizer que, dos R$ 11 bilhões, o banco deve prorrogar R$ 6,8 bilhões", explicou o diretor de agronegócios do banco, Derci Alcântara. Essas prorrogações fazem parte de uma série de medidas anunciadas pelo governo neste ano para apoiar o agronegócio.Quitação Alcântara afirmou ainda que os 17 mil produtores que não procuraram o banco para renegociar as dívidas de custeio e investimento vão quitar os débitos. "Muitos produtores não desejaram a prorrogação. A gente espera que neste ano tenhamos um índice de normalidade muito grande, porque quem não solicitou a prorrogação vai pagar sua dívida", afirmou. Quem não pediu a renegociação tem até o final de outubro para pagar as parcelas. Ele explicou que quando o saldo da prorrogação dos custeios superar R$ 50 mil, o Banco do Brasil exigirá que o produtor apresente uma garantia. A instituição tem até o final de setembro para fazer o aditivo incorporando essa garantia.

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