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Quase um bilhão de pessoas passam fome no mundo, diz FAO

Estudo divulgado nesta terça-feira em Genebra mostra que número de miseráveis cresceu 40 milhões em um ano

Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo

09 de dezembro de 2008 | 11h57

A crise financeira ameaça quebrar safras e deve aumentar a fome no mundo. Dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) divulgados nesta terça-feira, 9, apontam que 963 milhões de pessoas passam fome no mundo a cada dia, um número recorde. No primeiro semestre do ano, o problema foi a alta nos preços dos alimentos. Nos últimos meses, o problema é a recessão.   Veja também: Desemprego, a terceira fase da crise financeira global Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    Em apenas um ano, 40 milhões de pessoas passaram a fazer parte da população mais miserável do mundo e que não consegue sequer se alimentar. A crise atual pode agora fazer com que as safras dos países mais produtivos sejam reduzidas, agravando ainda mais o problema da fome.   "Para muitos, comer de forma adequada é um sonho", alertou a FAO. Desde 2005, o número de famintos aumentou em 75 milhões de pessoas. Para o diretor da FAO, Jacques Diouf, a meta de cortar a fome pela metade no mundo até 2015 está se tornando uma meta cada vez mais distante. "Essa realidade não pode ser aceita", afirmou Diouf. Trabalhadores rurais sem terra e as mulheres são as mais afetados.   Para Diouf, essa "catástrofe" seria resolvida com investimentos de US$ 30 bilhões ao ano por parte dos países ricos nas economias mais pobres. Segundo ele, o volume é apenas 8% do que os países ricos gastam anualmente em subsídios para apoiar seus próprios agricultores. "US$ 30 bilhões não é nada comparado com o que foi gasto pelos países ricos para lidar com a crise financeira", alertou. "Não acho que isso seria pedir demais", disse.   Para a FAO, os subsídios existentes nos países ricos não pode gerar a fome nos países em desenvolvimento. "Precisamos nos perguntar: qual é a prioridade na comunidade internacional", questionou Diouf. Crise - Na avaliação da entidade ligada à ONU, a crise financeira pode aumentar ainda mais a fome no mundo. "O preço dos alimentos caiu nos últimos meses. Mas essa redução não acabou com a fome", afirmou Hafez Ghanem, executivo da FAO.

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