José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

Quase um quarto da população ainda não tinha celular em 2013

Apesar de o número de linhas ativas ser maior que o de habitantes, 24,8% dos brasileiros com 10 anos ou mais não têm telefone móvel

Idiana Tomazelli, O Estado de S. Paulo

29 Abril 2015 | 10h00

RIO - Apesar de a quantidade de linhas de telefone celular ativas no Brasil superar o número de habitantes, quase um quarto (24,8%) da população do País com 10 anos de idade ou mais não tinha o aparelho em 2013, segundo dados de um suplemento especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgado nesta quarta-feira, 29, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao todo, 130,176 milhões de pessoas contavam com um celular para uso pessoal no fim de 2013, o equivalente a 75,2% da população.

De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), porém, o número de linhas era bem maior nessa época, superando os 271 milhões. Até fevereiro de 2015, esta quantidade avançou ainda mais, para além dos 282 milhões, incluindo linhas pré e pós-pagas.

A posse do celular aumentou consideravelmente desde 2005, quando apenas 36,6% da população com 10 anos ou mais de idade possuía o bem, segundo o IBGE. No período de oito anos, 73,9 milhões de pessoas adquiriram um telefone móvel, o que significou aumento de 131,4%.

Nos últimos anos, os maiores crescimentos foram observados no Norte e no Nordeste. O destaque, porém, ficou com o Centro-Oeste, onde 83,8% dos habitantes possuem celular. O resultado supera até mesmo as regiões Sul e Sudeste.

Em termos de rendimento, os domicílios com maior renda per capita sustentam maior presença do telefone móvel. Em uma crescente, o índice atinge o pico de 95,7% de posse de celular entre os brasileiros com renda média individual acima de 10 salários mínimos. 

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