Quatro grupos avaliam a compra das Lojas do Baú

Magazine Luiza, Máquina de Vendas, Pão de Açúcar e Mercado Móveis olharam os números da rede de Silvio Santos

Márcia De Chiara, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2011 | 00h00

Quatro grupos varejistas assinaram cartas de confidencialidade com o banco Bradesco BBI para avaliar a rede Lojas do Baú Crediário. Magazine Luiza, Mercado Móveis, Grupo Pão de Açúcar e Máquina de Vendas teriam se aproximado da instituição, que tem o mandato para encontrar um comprador para a empresa. No fim do ano passado, Casas Bahia e a mexicana Elektra também teriam demonstrado interesse.

Ao assinar a carta de confidencialidade, as quatro redes receberam sinal verde para conhecer a real situação econômica e financeira da companhia. A informação é de interlocutores que acompanham de perto as negociações. Eles contam, porém, que os entendimentos não passam de avaliações informais e que não há propostas firmes para a compra da empresa. As redes varejistas, por sua vez, não comentam nem confirmam que estariam avaliando a Lojas do Baú Crediário.

Ontem, o vice-presidente do Grupo Silvio Santos, Lázaro do Carmo Junior, ligado à Jequiti, indústria de cosméticos do grupo, afirmou, em entrevista ao portal iG, que o empresário Silvio Santos está negociando a venda da rede e pretende fechar o negócio em um prazo entre 60 e 90 dias.

Tida pelo mercado como o "patinho feio" do Grupo Silvio Santos, que ainda enfrenta problemas decorrentes do rombo bilionário do Banco Panamericano, a rede Lojas do Baú Crediário teria problemas que afastam potenciais compradores. Entre os obstáculos apontados pelo mercado estariam elevado endividamento, estoques desfalcados e uma marca que vem perdendo valor aos olhos do consumidor depois do episódio da descoberta da fraude no Banco Panamericano.

Fundada em 2007, os planos da rede eram ambiciosos. A meta inicial era chegar no ano passado com 224 lojas entre as Regiões Sul e Sudeste. Atualmente, no entanto, são 124 pontos de venda concentrados nos Estados de São Paulo e Paraná. Apesar de não divulgar dados, por ser uma companhia fechada, o Estado apurou que a receita da rede girou em torno R$ 400 milhões em 2009.

Um dos esforços para encontrar um comprador para a empresa ocorreu no fim do ano passado, quando a rede passou por forte enxugamento. Foram demitidos cerca de 40 funcionários de nível gerencial.

Receita

R$ 400 mi

foi a receita anual da rede em 2009, com 124 pontos de venda concentrados nos Estados de Sâo Paulo e Paraná

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