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Quattor é só uma das alternativas de expansão, segundo a Braskem

Para presidente da empresa, momento é propício para crescimento no mercado internacional

André Magnabosco, O Estadao de S.Paulo

26 de agosto de 2009 | 00h00

A abertura de diálogo entre a Braskem e os acionistas da Quattor, informada oficialmente pela Braskem no último domingo, é uma das alternativas analisadas pela direção da companhia para ampliar sua presença na América Latina. Com objetivo de se tornar a maior petroquímica das Américas, a Braskem acredita que o momento é apropriado para ganhar espaço no mercado internacional. "A companhia está atenta a todas as oportunidades que a crise pode oferecer. Estamos abertos a oportunidades na América Latina como um todo", afirmou o presidente da companhia, Bernardo Gradin, destacando que um eventual acordo com a Quattor é apenas uma dessas alternativas.Além do mercado latino-americano, a companhia também mantém planos de ganhar espaço em território norte-americano. Nos Estados Unidos, no entanto, o plano está mais definido do que as conversações com a Quattor, que ainda estão em fase preliminar, segundo ele. O plano é adquirir um ativo até o final deste ano. "O objetivo é aproveitar o momento (de crise mundial) para ampliar nossa presença internacional", afirmou o executivo.Gradin não informou se o plano de crescimento nos Estados Unidos pode ser alterado em decorrência de uma possível união com a Quattor. O próprio acordo com a concorrente ainda não está definido. Entre as opções cogitadas no mercado estão desde uma parceria entre as empresas até a incorporação da Quattor pela Braskem. "O posicionamento que temos sobre o assunto é o mesmo do divulgado no fato relevante", resumiu.O texto publicado na noite do último domingo salienta que os diálogos entre as partes ainda são preliminares e que visam "identificar eventuais oportunidades de aliança estratégica" nos negócios de ambas as empresas.Uma das possibilidades do negócio, no entanto, já provoca bastante polêmica: a de a Petrobrás, que tem 40% da Quattor e 30% da Braskem, ficar como controladora da companhia surgida de uma eventual fusão, reestatizando o setor petroquímico. Para Gradin, no entanto, essa possibilidade praticamente inexiste. "Não vejo risco de que a Braskem não fique sob controle privado em qualquer movimento que faça", disse a jornalistas e , em um evento em São Paulo. A Braskem é controlada pelo grupo Odebrecht.Para analistas, a eventual incorporação da Quattor pela Braskem poderia elevar de forma expressiva o nível de endividamento da Braskem. Apesar disso, os especialistas acreditam que o viés do negócio, se concretizado, é positivo. A explicação, na visão dos analistas, está no fato de que a criação de uma empresa global do setor tem maior relevância do que a alteração no perfil do endividamento da Braskem. COM REUTERS

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