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Quebra da AIG teria causado crise como a de 1930, diz chefe do Fed

Presidente do BC dos EUA defende ajuda à seguradora e pede reforma de sistema regulatório.

BBC Brasil, BBC

24 de março de 2009 | 14h36

O presidente do Fed (o Banco Central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, defendeu nesta terça-feira a ajuda concedida à seguradora AIG, afirmando que um colapso da empresa teria provocado uma crise global como a vista na década de 1930.

A AIG é uma das maiores empresas de seguro do mundo. A decisão da companhia de pagar bônus milionários a seus executivos, mesmo depois de ter recebido US$ 180 bilhões em dinheiro público, gerou revolta na opinião pública americana.

Em depoimento a uma comissão do Congresso americano, Bernanke disse que, "na melhor das hipóteses, as consequências do fracasso da AIG teriam sido uma intensificação significativa de uma crise financeira já severa e uma piora ainda maior das condições econômicas globais".

"É concebível que seu fracasso tivesse resultado em um colapso financeiro e econômico como o da década de 30, com implicações catastróficas para a produção, renda e empregos."

Bernanke admitiu, no entanto, que foi "altamente inapropriado" que a empresa tenha pagado bônus substanciais a funcionários da divisão da empresa que estava na raiz dos seus problemas financeiros.

O presidente do Fed afirmou que pensou em processar a empresa por causa dos pagamentos, mas mudou de ideia depois que seus advogados disseram que, se o Fed perdesse a ação, isso "teria o efeito perverso de duplicar ou triplicar os benefícios financeiros" dos empregados da AIG.

Nove dos dez executivos da empresa que receberam os maiores bônus já concordaram em devolver o dinheiro.

Leia mais na BBC Brasil: Altos executivos da AIG concordam em devolver bônus

Durante seu depoimento no Congresso, Bernanke - acompanhado do secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner - ressaltaram a necessidade de ampliar os mecanismos regulatórios do mercado financeiro a fim de evitar o surgimento de novas crises financeiras no futuro.

"A falta de um regime regulatório apropriado e de uma autoridade com poder de resolução para grandes entidades financeiras não bancárias contribuiu para a crise e vai continuar restringindo nossa capacidade de resolver futuras crises", disse Geithner.

Usando o caso da AIG como exemplo, Bernanke disse que, "se uma agência federal tivesse tido as ferramentas" em 16 de setembro passado, poderia ter realizado uma intervenção na empresa e evitado maiores problemas.

Em outro trecho do depoimento ao Congresso, Timothy Geithner disse que não descarta que o governo americano seja obrigado a pedir a liberação de mais verbas aos legisladores a fim de "resolver esta crise de forma adequada".

"Nós não decidimos isso ainda", afirmou o secretário do Tesouro. "Mas compreendo totalmente a escala do ceticismo e a oposição pública ao fornecimento de recursos adicionais."

Na segunda-feira, Geithner divulgou detalhes de um novo plano para ajudar os bancos americanos que prevê a movimentação de até US$ 1 trilhão na compra de ativos "tóxicos", papéis atrelados a dívidas com alto risco de inadimplência.

Leia mais na BBC Brasil sobre o plano do governo americano

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