Quebra de contratos pode afastar investidores da AL

A declaração do novo presidente da Argentina, Eduardo Duhalde, de que poderá quebrar contratos que fixam tarifas de serviços de empresas privadas em dólar, "como uma exigência do interesse da Argentina", deixou preocupado o presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e da Indústria de Base (Abdib), José Augusto Marques. Ele salientou que "os investidores da América Latina devem ficar preocupados com esta possibilidade de quebra de contratos". Isso, segundo Marques, poderá mostrar que não há um descolamento total do Brasil da Argentina. "Os investidores que investem lá, são, em boa parte, alguns dos que investem por aqui. E nós precisamos deles. Uma ação de quebra de contrato não é uma boa coisa, tem reflexos lá fora". Ele lembrou que nos últimos dois anos e meio, o Brasil, através de sua indústria de base não tem realizado muitos negócios com a Argentina. Ao contrário, como a situação já estava ruim por lá e, por uma questão de autodefesa, as indústrias nacionais reduziram seus negócios com os argentinos.Um negócio que ainda está em andamento é o do fornecimento de mais 1.000 megawatts de energia elétrica. O linhão da Argentina para o Brasil já está pronto. "Agora resta saber como vamos receber a energia e como a Endesa, da Espanha, que lidera o consórcio, vai fazer para cobrar a energia. Temos de esperar ainda um pouco, para verificar como vai ficar a situação?, disse Marques. Ele lembrou que o Brasil já recebe da Argentina 1.000 megawatts de energia elétrica, este novo contrato seria referente a estação de Itagarabi II.Leia o especial

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