Queda da demanda interna no 2º trimestre é a maior desde 92

O coordenador de contas nacionais do IBGE, Roberto Olinto, disse hoje que a queda no rendimento real dos trabalhadores e a restrição ao crédito puxaram para baixo o desempenho da economia brasileira no segundo trimestre, enquanto as exportações concentraram os efeitos positivos. Segundo os dados do PIB divulgados hoje, a retração da demanda interna foi histórica no acumulado de abril a junho, com queda de 7,1% no consumo das famílias na comparação com igual período do ano passado, a maior retração da série histórica da pesquisa trimestral, iniciada em 1992. O consumo das famílias vem apresentando queda no PIB trimestral nessa base de comparação (ante igual trimestre do ano anterior) desde o terceiro trimestre de 2001. Ainda nesse indicador, a Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos) registrou queda de 9% no segundo trimestre, a maior registrada em relação a igual trimestre de ano anterior desde o primeiro trimestre de 2002. Os dados não foram melhores na comparação com o primeiro trimestre deste ano. Nesse caso, houve queda de 4% no consumo das famílias e redução de 6,4% dos investimentos.

Agencia Estado,

28 de agosto de 2003 | 13h26

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