Queda da inflação de maio foi confirmada, diz ata do Copom

A Ata do Copom divulgada hoje pelo Banco Central, diz que os índices de inflação divulgados em maio último, mostraram a trajetória de queda da inflação e que se fosse mantida a taxa Selic em 26,5% estaria se sinalizando para uma inflação acima de 8,5% em 2003, isto é, reconhece a ata, acima do que o governo planeja. Por este motivo, a taxa foi reduzida em 0,50 ponto porcentual na última reunião do Comitê, com a taxa básica chegando ao 26% ano. Veja um trecho ata da reunião do Copom, realizada entre os dias 17 e 18 últimos de junho:"Os membros do Copom analisaram a evolução recente e as perspectivas da economia brasileira e da economia internacional no contexto do regime de política monetária, cujo objetivo é atingir as metas fixadas pelo governo para a inflação. Evolução recente da inflação Os índices de preços confirmaram, em maio, que a inflação continua caindo. Os preços no atacado registraram variação negativa, influenciados principalmente pelos efeitos da recente apreciação cambial, em particular sobre os preços de bens com cotação internacional. Os preços ao consumidor também mantiveram-se em desaceleração, contudo em ritmo menos intenso do que o dos preços no atacado, refletindo pressões em itens específicos.A variação do IPCA atingiu 0,61% em maio, comparativamente à de 0,97% no mês anterior, acumulando 6,80% em 2003 e 17,24% nos últimos doze meses findos em maio. O IGP-DI recuou 0,67%, ante alta de 0,41% em abril, enquanto o IPA-DI caiu 1,68%, após aumento de 0,07% no mês anterior. Considerando as variações do IGP-DI e do IPA-DI acumuladas em doze meses, observou-se recuo pelo segundo mês consecutivo, atingindo percentuais de 30,05% e 38,5%, respectivamente, ante 32,37% e 42,65% observados em abril.Em relação ao IPCA, o aumento médio de 6,45% nas contas de energia elétrica em decorrência do reajuste de tarifas e da cobrança da taxa de iluminação pública em diversas capitais respondeu pelo maior impacto individual no resultado do mês: 0,27 p.p. O arroz, com aumento de 14,46% em razão da menor oferta devido à quebra da produção no sul do país, também contribuiu de forma significativa para a variação mensal do índice.Tanto os preços livres como os monitorados mostraram arrefecimento no IPCA. A taxa nos preços livres passou de 0,87% em abril para 0,53% em maio, principalmente em decorrência da desaceleração dos preços de produtos não comercializáveis, que registrou taxa nula no mês ante 0,58 % em abril - maior influência dos preços dos alimentos in natura, em queda, e da estabilidade na variação dos preços dos serviços, em 0,3%. A retração da taxa dos preços de bens comercializáveis foi menos intensa, de 1,11% em abril para 0,95% em maio, com influência destacada das elevações nos preços do arroz, do leite e derivados e do vestuário. Os preços de outros itens com pesos expressivos entre os comercializáveis, como remédios, artigos de limpeza, móveis e utensílios e aparelhos eletrônicos confirmaram a tendência de desaceleração.A elevação de preços do grupo administrados e monitorados passou de 1,21% em abril para 0,81% em maio, contribuindo com 0,23 p.p. para o resultado mensal do IPCA. Além do aumento das contas de energia elétrica em nove regiões, destacaram-se os reajustes das tarifas de ônibus urbano e das taxas de água e esgoto, com contribuições respectivas de 0,08 p.p. e 0,03 p.p. para a variação do IPCA no mês. Os preços da gasolina recuaram 3,38% nos postos de distribuição, tendo em vista a redução de 6,5% nas refinarias desde 30 de abril. Os preços do álcool continuaram em queda, diminuindo 3,88% no mês. Juntos, gasolina e álcool contribuíram com -0,20 p.p. para o resultado mensal do índice.?

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