Queda das ações compensa fluxo e dólar fecha em leve alta

Mercado de câmbio acompanha variações negativas nas bolsas de NY e São Paulo, e fecha cotada a R$ 1,805

SILVIO CASCIONE, REUTERS

10 de outubro de 2007 | 16h46

O dólar ameaçou quebrar o patamar de R$ 1,800 nesta quarta-feira, 10, mas a correção nas bolsas de valores e a resistência de alguns agentes ofuscaram a entrada de moeda e fizeram o câmbio fechar praticamente estável, com leve alta. A moeda norte-americana avançou 0,17%, para R$ 1,805.  O mercado de câmbio acompanhou o tom negativo nas bolsas de valores em Nova York e no Brasil, que passaram o dia em baixa após os recordes da véspera.  Mas a entrada de moeda no País, que tem sido restabelecida após a recente crise no exterior, limitou a valorização do dólar. Na mínima do dia, a moeda chegou a tocar o patamar de R$ 1,800 no pregão à vista da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) - menor valor desde agosto de 2000.  Com o dólar à beira desse patamar psicológico, fez diferença no mercado a resistência de alguns investidores.  "Tem algumas operações grandes, relacionadas a opções, que devem ser exercidas abaixo de R$ 1,80. De repente tem alguns bancos querendo defender (esse piso), não querem deixar romper", disse Renato Schoemberger, operador da Alpes Corretora.  Na última hora de negócios, o Banco Central voltou a realizar um leilão de compra de dólares no mercado à vista. A operação, porém, teve pouco efeito sobre a cotação da moeda norte-americana.  Foi o terceiro dia seguido de atuação do BC. A autoridade monetária definiu corte a R$ 1,8057, e aceitou, segundo operadores, entre uma e duas propostas na operação.

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