Queda das mineradoras afeta índice de ações europeu

O principal índice de ações da Europa terminou com leve declínio nesta quinta-feira, com o avanço de farmacêuticas e petrolíferas contrabalançado pela fraqueza das ações de mineradoras. O Banco Central Europeu (BCE) deixou a taxa básica de juro da zona do euro inalterada em 1 por cento, enquanto o Banco da Inglaterra manteve o patamar de 0,5 por cento.

REUTERS

04 de junho de 2009 | 13h46

O índice FTSEurofirst 300, referência das principais bolsas europeias, fechou cotado a 866 pontos, em queda de 0,18 por cento, tendo oscilado do território positivo para o negativo durante a sessão.

O indicador, contudo, acumula alta de 34 por cento frente à mínima atingida em 9 de março, com os investidores mais confiantes sobre as perspectivas de recuperação econômica.

O BCE informou que prevê uma recessão muito mais acentuada na zona do euro este ano em relação ao inicialmente estimado e revelou detalhes de como injetará capital na economia.

"Nós podemos estar sem rumo por algum tempo. Nós tivemos nosso avanço nos últimos três meses de uma forma absolutamente dramática", disse David Buik, sócio sênior da BGC Partners, em Londres. "Os mercados estão se recuperando. O Trichet diz que uma recuperação econômica está a caminho. Nós adoraríamos acreditar nele, mas não temos certeza se acreditamos".

As petrolíferas ganharam terreno, conforme os preços do petróleo saltaram 3 por cento, atingindo o patamar de 68 dólares o barril.

BP, StatoilHydro e Total subiram entre 1 e 2,8 por cento.

As mineradoras, entretanto, encerraram em território negativo.

A Rio Tinto recuou 6,6 por cento com traders citando rumores de que a companhia deve levantar 15 bilhões de dólares por meio da emissão de ações de forma a evitar o investimento planejado de 19,5 bilhões de dólares da estatal chinesa Chinalco.

A Rio Tinto acrescentou que está procurando um conjunto de opções para maximizar o valor dos acionistas e melhorar a estrutura de capital do grupo, sendo que parte delas estão em estágio avançado.

Lonmin, Anglo American, BHP Billiton e Xstrata declinaram entre 1,9 e 6,6 por cento.

As notícias econômicas dos Estados Unidos foram relativamente otimistas.

O número de trabalhadores norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego caiu pela terceira semana consecutiva na semana passada, indicando algum enfraquecimento no ritmo de deterioração do mercado de trabalho. Já os pedidos contínuos registraram baixa pela primeira vez desde 3 de janeiro, enquanto a produtividade fora do setor agrícola também avançou.

Em LONDRES, o índice Financial Times ganhou 0,08 por cento, para 4.386 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,2 por cento, para 5.064 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 avançou 0,07 por cento, para 3.312 pontos.

Em MILÃO, o índice Mibtel teve alta de 0,06 por cento, a 20.129 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 cedeu 0,11 por cento, para 9.454 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 retrocedeu 0,32 por cento, a 7.185 pontos.

(Reportagem de Brian Gorman)

Tudo o que sabemos sobre:
BOLSAEUROPAFECHA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.