Queda das reservas de petróleo preocupa na Argentina

A Petrobras Energia adverte sobre os riscos de queda nas reservas de petróleo e gás natural mas ressalta que os governos da Argentina e do Brasil estão no melhor momento para conseguir uma verdadeira integração regional dentro do Mercosul e evitar a falta de energia. O diretor da Petrobras Energia (ex-Pecom), Oscar Vicente, demonstrou preocupação pela queda de 2% nas reservas de petróleo e de mais de 10% nas de gás natural, segundo estudos da empresa. "Estas luzes de alertas nos advertem que devemos atuar com rapidez e firmeza", afirmou Vicente. Ele pediu, indiretamente, ao governo, regras de jogo claras que permitam preservar a indústria petroleira, ao dizer que "o país e a indústria dos hidrocarbonetos em particular requerem condições econômicas e regras de jogo estáveis para que os investimentos que a Argentina necessita para crescer possam concretizados".Já o presidente da Petrobras Energia, Alberto Guimarães, preferiu dar destaque à integração entre a Argentina e o Brasil, ao considerar que o primeiro passo para o fortalecimento do Mercosul poderia ser uma interconexão energética na qual o setor empresarial e os Estados deverão ser atores principais. Porém, alertou que sem a integração poderá haver falta de energia. "Se aceitarmos que haverá um bom crescimento, não espetacular, da atividade para a região, teremos soluções energéticas a curto prazo, mas com integração, caso contrário, a longo prazo vamos ter falta de energia", estimou Alberto Guimarães. "Como brasileiro, não me lembro de outro momento em que os governos dos dois maiores países do Mercosul estivessem tão próximos como estão agora", ressaltou Guimarães durante o II Congresso de Hidrocarbonetos, realizado ontem em Buenos Aires. ?Os empresários do setor devem levar nossa agenda aos governos, porque entendo que há um clima propício para a realização de negócios?, diz Alberto Guimarães. Para ele, "existe um clima político muito bom para desenvolver uma integração planejada" porque até o momento havia somente uma "semi-integração", resultado mais das oportunidades que existam do que de um planejamento. Neste sentido, Guimarães afirmou que agora "se poderá transformar a integração de fato, mas tem de haver uma combinação de esforços entre o governo e os empresários". Ele também anunciou que a empresa está disposta a "dar uma segunda olhada" na alternatia de explorar novos poços na Argentina. "A Petrobras (no Brasil) cresceu como uma companhia com alto desenvolvimento tecnológico em exploração e é preciso fazer o mesmo na Argentina", concluiu.

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