Queda de ações não evita corte de estímulos, diz Fisher

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de Dallas, Richard Fisher, reconheceu nesta segunda-feira a desvalorização do mercado financeiro, mas afirmou que o desempenho desfavorável não é suficiente para diminuir o apoio à redução do programa de compra mensal de ativos do Fed.

AE, Agencia Estado

04 de fevereiro de 2014 | 03h56

Em uma entrevista à Fox Business Network, Fisher afirmou que quando se trata de política monetária, ele "não pode dizer que as coisas mudaram, apenas em função do movimento do mercado de ações." O presidente do Fed de Dallas disse que as perspectivas para a política do Fed estão focadas no desempenho da economia real e no que acontece nos mercados de crédito.

"Enquanto declínios de capital próprio não desestabilizarem o sistema financeiro, estaremos muito felizes com a trajetória atual do Fed", afirmou Fisher.

Na semana passada, o Comitê de Mercado Aberto do Fed (Fomc)do Fed decidiu fazer uma nova redução de US$ 10 bilhões do programa de estímulos à economia norte-americana, para US$ 65 bilhões mensais. Há expectativas gerais que indicam que se a economia continuar crescendo no ritmo atual, o programa de estímulo pode acabam em um ano.

Fisher, que no sistema de rodízio entre os presidentes dos distritos regionais do Fed, tem direito a voto nas reuniões de política monetária deste ano, afirmou que a política de estímulos fez com que alguns investidores perdessem o controle de fazer avaliações adequadas. O presidente do Fed de Dallas reforçou que outros países tem o seu próprio banco central e que o Fed tem que adotara política pensando nas necessidades dos Estados Unidos. Fonte: Dow Jones Newswires.

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