Queda de avião assustou mercados

A queda do avião da American Airlines em Nova York dois meses depois dos atentados terroristas que atingiram o World Trade Center e o Pentágono assustaram os investidores hoje por volta do meio-dia. Ainda não se sabe se foi mais um ataque ou um acidente comum, mas foi o suficiente para derrubar as bolsas no mundo inteiro. As reações, porém, foram moderadas e ainda esperam-se maiores definições.Já se esperava um dia de poucas oscilações nos mercados por causa das fortes recuperações nas cotações durante a semana passada. Analistas comentavam até que seria provável uma pequena queda na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e uma leve alta no dólar provocada por vendas de investidores para embolsar os lucros conseguidos nos últimos dias. Assim, os fechamentos não chegam a assustar, principalmente porque o pessimismo foi diminuindo ao longo do dia.Além disso, hoje é feriado nos Estados Unidos (Dia dos Veteranos) e quinta-feira será feriado no Brasil (Proclamação da República), o que já reduz o volume de negócios. A apreensão causada pela queda em Nova York reduziu ainda mais as transações. Mas, ao final do dia, os ânimos estavam mais calmos e algumas respostas preliminares devem estar disponíveis em breve, dado que a caixa preta do avião foi encontrada e muitas testemunhas observaram o desastre, que inclusive foi filmado por câmera amadora.FMI deixa Argentina à própria sorteComo se temia, a visita do presidente Fernando de la Rúa aos Estados Unidos foi infrutífera, ao menos do ponto de vista da busca de ajuda internacional para a crise argentina. O Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) avisaram que o tamanho da dívida do país é incompatível com as suas possibilidades de financiamento. Portanto, enquanto não houver uma reestruturação da dívida, não devem surgir recursos de fontes internacionais.A Argentina esperava a antecipação de US$ 1,6 bilhões prometidos pelo Fundo para dezembro para poder honrar os seus compromissos externos ainda nesse ano. As expectativas agora são de como ocorrerá o calote da dívida do país, previsto para os próximos meses, e quais serão suas conseqüências.Fechamento dos mercadosO dólar comercial para venda fechou em R$ 2,5520, com alta de 0,51%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 20,800% ao ano, frente a 20,610% ao ano na sexta-feira. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 1,28%.O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires fechou em queda de 0,74%. Nos Estados Unidos, as bolsas de valores funcionaram, apesar do feriado. O Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,56%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em alta de 0,64%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

12 de novembro de 2001 | 18h23

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