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Queda de bolsas contrabalança fluxo e dólar fecha estável

O fluxo cambial positivo ameaçoudescolar o dólar do pessimismo das bolsas de valores, mas aforte queda das ações pesou e fez a moeda norte-americanafechar estável nesta quarta-feira. A divisa encerrou a 1,861 real mas, durante os negócios,chegou a ser vendida a 1,853 real no pregão à vista da Bolsa deMercadorias & Futuros (BM&F). O dólar subiu em apenas duas das13 sessões de julho, mês em que acumula baixa de 3,58 porcento. "Teve entrada de divisas, e o dólar caiu por conta dessefluxo. Agora se recuperou por conta do ambiente lá fora, que ébem ruim", disse Jorge Knauer, gerente de câmbio do BancoProsper, no Rio de Janeiro. As bolsas de valores nos Estados Unidos caíam em meio àpreocupação com o crédito imobiliário de risco. O temoraumentou com o comentário do chairman do Federal Reserve, BenBernanke, de que os problemas no setor podem afetar arecuperação esperada no crescimento econômico norte-americano. Sidnei Moura Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora,acrescentou em relatório que há recuperações pontuais nacotação do dólar devido a ajustes de posições e a umadiminuição da oferta por parte dos exportadores, que evitamvender com uma cotação muito baixa da moeda norte-americana. Esse movimento, porém, é "ocasional e não sustentável",acrescentou. Além disso, dados do Banco Central apontam que o fluxocambial sofreu uma diminuição no mês, ficando positivo em 1,446bilhão de dólares nos primeiros dez dias úteis de julho, ante7,821 bilhões de dólares no mesmo período do mês anterior. O BC comprou dólares no mercado à vista na última hora denegócios. Na operação, o BC definiu corte a 1,8605 real eaceitou, segundo operadores, ao menos 13 propostas. Após o fechamento, o mercado mantém a atenção sobre areunião do Comitê de Política Monetária (Copom). A expectativade investidores é de um novo corte de 0,50 ponto percentual dataxa básica de juro. A decisão, já precificada, deve ter pouca repercussão sobreo dólar, disseram analistas. Miriam Tavares, diretora de câmbioda AGK Corretora, disse porém que uma possível indicação sobreas futuras decisões pode ter influência sobre os negócios. "O que pode ter algum reflexo é o placar... Se ele apontarmais para 0,25 ponto (percentual de corte na próxima reunião),o mercado pode reagir um pouco negativamente", afirmou Miriam. (Com reportagem adicional de Vanessa Stelzer)

SILVIO CASCIONE, REUTERS

18 de julho de 2007 | 16h54

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