Spencer Platt/Getty Images/AFP
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Queda de Bolsas nos EUA reforça preocupação com a economia

Com baixa desta terça-feira, Dow Jones, Nasdaq e S&P zeraram ganhos do ano; maiores perdas foram nos setores de tecnologia e energia

O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2018 | 23h42

As Bolsas de Nova York fecharam em queda nesta terça-feira, 20, em jornada marcada pelo fraco apetite por risco entre investidores. Foi a segunda queda consecutiva do mercado acionário dos Estados Unidos.

Como no pregão anterior, o setor de tecnologia seguiu pressionado, mas a forte queda do petróleo afetou papéis do setor de energia – os do varejo também tiveram baixas consideráveis, na esteira de notícias negativas da varejista americana Target, que teve resultado financeiro abaixo do esperado.

A cautela com as tensões comerciais entre EUA e China e os riscos para o crescimento global continuaram a ser considerados.

O índice Dow Jones fechou em queda de 2,21%, em 24.465,64 pontos, o Nasdaq recuou 1,70%, para 6.908,82 pontos, e o S&P 500 caiu 1,82%, a 2.641,89 pontos. O Dow Jones e o S&P 500 agora mostram queda ao longo de todo o ano de 2018, enquanto o Nasdaq apresenta alta modesta, de 0,08%.

A fraqueza do setor de tecnologia vista no dia anterior se disseminou por outros setores. Entre as tecnológicas, a Apple caiu 4,79% – na segunda-feira a perda foi de quase 4%, depois de reportagem do Wall Street Journal falar em cortes na produção de iPhone. Microsoft teve baixa de 2,78% e Netflix cedeu 1,34%.

No varejo, algumas notícias deixaram os investidores mais pessimistas. A varejista Target recuou 10,53%, após informar que enfrentará custos maiores com sua cadeia de fornecedores e salários de seus funcionários.

Ações do setor de energia também se saíram mal, em dia de queda de mais de 6% nos contratos de petróleo, diante do dólar valorizado, do menor apetite por risco e de notícias geopolíticas, como o apoio dos EUA ao governo da Arábia Saudita, que reduz a perspectiva de corte na oferta, segundo analistas. A ações da Exxon caíram 2,89% e as da ConocoPhillips, 3,69%.

Dólar caiu no Brasil

O dólar no Brasil terminou a terça-feira, feriado no principal mercado financeiro do País, São Paulo, em queda de 0,12%, a R$ 3,7591. A liquidez foi muito baixa e, sem referência do dólar no mercado futuro, por causa da B3, que permaneceu fechada, houve “pouquíssimos negócios”, segundo o especialista da Correparti, Ricardo Gomes da Silva Filho. O giro no mercado foi de US$ 584 milhões, ante média de US$ 1,3 bilhão dos pregões anteriores.

No exterior, o dólar subiu ante a maioria das divisas de emergentes e países exportadores de commodities, em dia de preocupações renovadas sobre os rumos da economia mundial. A moeda também ganhou força ante divisas de países desenvolvidos e o índice DXY, que mede o dólar contra uma cesta de seis divisas fortes, subiu 0,69%. / GABRIEL BUENO DA COSTA, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES, e ALTAMIRO SILVA JUNIOR 

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