Queda de commodities pesa e Bovespa fecha em baixa de 2,85%

Setor bancário também foi destaque negativo nesta segunda, que teve sessão quase generalizada de perdas

Claudia Violante, da Agência Estado,

15 de junho de 2009 | 17h34

Depois de quatro segundas-feiras em alta, a Bovespa iniciou a semana em queda forte. O tombo desta segunda, 15, foi puxado, principalmente, pela baixa das commodities, que pesou sobre as blue chips e as siderúrgicas. Em sessão quase generalizada de perdas, o setor bancário foi outro destaque negativo.

 

Veja também:

especialEntenda a trajetória de valorização do real

especialAs medidas do Brasil contra a crise

especialAs medidas do emprego

especialDe olho nos sintomas da crise econômica 

especialDicionário da crise 

especialLições de 29

especialComo o mundo reage à crise 

 

O Ibovespa terminou a segunda-feira com variação negativa de 2,85%, aos 52.033,82 pontos, menor pontuação desde 27 de maio (51.791,61 pontos). Na mínima do dia, registrou os 51.252 pontos (-4,31%) e, na máxima, os 53.558 pontos (estabilidade). No mês, a Bolsa acumula perdas de 2,19% e, no ano, ganhos de 38,57%. O giro financeiro totalizou R$ 7,886 bilhões, dos quais R$ 2,662 bilhões referiram-se ao exercício de contratos de opções sobre ações. Os dados são preliminares.

 

Nesta segunda, algumas razões justificaram as vendas de papéis, que não foram exclusividade da Bovespa: Ásia, Europa, Estados Unidos fecharam em queda. O recuo no preço das commodities em razão da valorização do dólar foi a principal justificativa para o tombo da Bovespa, visto que a maior parte das ações no mercado doméstico é ligada ao setor de matérias-primas.

 

O comportamento baixista das bolsas norte-americanas também contribuiu para o pregão doméstico. Lá, os índices foram pressionados pelos dados mais fracos que o esperado sobre a produção industrial em Nova York e pela confiança dos construtores de imóveis residenciais do país. O Dow Jones caiu 2,13%, para 8.612,13 pontos. O Nasdaq perdeu 2,28%, para 1.816,38 pontos e o S&P 500 recuou 2,38%, para 923,72 pontos. Com a queda das commodities, os papéis de empresas relacionadas à produção de matérias-primas apresentaram um dos desempenhos mais fracos do dia.

 

O índice Empire State do Fed de Nova York mostrou que a atividade caiu para -9,41 em junho, de -4,55 em maio e ante -3 previsto. O outro dado conhecido também não foi melhor. O índice de confiança entre os construtores de residências medido pela Associação Nacional dos Construtores de Residências dos EUA (NAHB) caiu para 15 em junho, de 16 em maio, interrompendo uma sequência de dois meses consecutivos de alta.

 

No Brasil, Vale e Petrobras sentiram o peso da queda das commodities e também do vencimento de opções sobre ações. Logo após o exercício, muitos investidores, em posse dos papéis do vencimento, os desovaram no mercado, levando o Ibovespa para as mínimas. Na hora final do pregão, no entanto, as perdas dessas ações diminuíram um pouco, aliviando também o índice à vista. As siderúrgicas tiveram perdas mais fortes, assim como as ações do setor de telecom e os papéis de bancos.

 

Petrobras ON terminou em baixa de 1,99% e Petrobras PN, de 1,91%. A estatal informou hoje que o iniciou em 10 de junho a produção dos campos de gás de Cangoá e Camarupim, no litoral norte do Estado do Espírito Santo. Na Nymex, o contrato para julho do petróleo terminou em queda de 1,97%, a US$ 70,62.

 

Vale ON caiu 1,97% e PNA, 1,36%. Gerdau PN, -5,23%, Metalúrgica Gerdau PN, -5,26%, Usiminas PNA, -3,48%, CSN, ON, -4,45%.

Tudo o que sabemos sobre:
mercado financeiroBovespa

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.